sexta-feira, 31 de março de 2017

Voto da DSA sobre "ministérios independentes" + Carta da Associação Geral contra David Gates e associados

Voto da DSA sobre "ministérios independentes" + 
Carta da Conferência Geral contra David Gates e associados

Há algum tempo eu venho falando sobre a condenação da Conferência Geral da IASD sobre o ministério independente de David Gates e seus associados (qualquer pessoa ligada à TV Terceiro Anjo). Nessa direção muitas pessoas me pedem o conteúdo dessa condenação, à qual eu estou publicando nesse blog, logo abaixo.

Coloquei também o voto da DSA sobre "ministérios independentes" em nosso território.

Mistérios Independentes

Qual é a posição da igreja sobre os “ministérios independentes”?

Dr. Alberto Timm

 Praticamente todos os ministérios autossustentáveis alegam apoiar a Igreja Adventista do Sétimo Dia, sua liderança, mensagem e missão. Mas nem sempre essa é a realidade. Ao mesmo tempo em que existem ministérios que apoiam a igreja, também há aqueles que competem com a igreja, acusando-a de apostasia do assim chamado “adventismo histórico” como eles o entendem.
Em resposta aos desafios representados por esses ministérios acusadores da igreja, a Divisão Norte-Americana publicou em 1992 o livro Issues: The Seventh-day Adventist Church and Certain Private Ministries ([Silver Spring, MD]: North American Division, [1992]) e o documento “NAD Action on Private Organizations” (Adventist Review, 3 de dezembro de 1992, p. 4-7). Posteriormente, a própria Associação Geral produziu e publicou os documentos “Report on Hope International and Associated Groups” (Adventist Review, agosto de 2000, p. 34-37) e “Decision on Hope International and associated groups by a General Conference-appointed committee” (Ministry, agosto de 2000, p. 28- 31).
A exemplo da Divisão Norte-Americana e da própria Associação Geral, também a Divisão Sul-Americana se pronunciou sobre o assunto através do voto 2010-117 intitulado “Unidade de Doutrina e Missão”, que diz o seguinte:
“Considerando que a Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) foi suscitada por Deus como movimento profético em preparação para a segunda vinda de Cristo (Daniel 8:14; Apocalipse 10:10, 11; 14:6-12), e que ‘no mundo só existe uma igreja que presentemente se acha na brecha, tapando o muro e restaurando os lugares assolados’ (Ellen G. White, Testemunhos Para Ministros, p. 50);
“Convictos de que aos adventistas do sétimo dia foi confiada por Deus a missão de proclamar as três mensagens angélicas ‘a cada nação, e tribo, e língua, e povo’ (Apocalipse 14:6-12), e sendo que ‘nenhuma obra há de tão grande importância’ como esta, eles não devem permitir que projetos particulares ou qualquer outra coisa os desviem dessa sagrada missão (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 19); “Sendo que a unidade orgânica da igreja como corpo de Cristo é essencial para o cumprimento da missão (João 17:21; 1 Coríntios 1:10; 12:12-27), e que Deus ‘está guiando, não ramificações transviadas, não um aqui e outro ali, mas um povo’ (Ellen G. White, Testemunhos Para Ministros, p. 61); “Não recomendarmos as atividades de qualquer ministério, grupo ou pessoa  que se sente na liberdade de (1) difamar a igreja de forma pública ou privada; ou (2) promover teorias doutrinárias em desacordo com as 28 Crenças Fundamentais da IASD, tais como o antitrinitarianismo e a negação da personalidade do Espírito Santo, o perfeccionismo e a teoria de que Cristo veio com uma natureza humana moral e espiritualmente caída, questionamentos ao dom profético de Ellen G. White, especulações escatológicas, desequilíbrio na área da saúde, etc.; ou (3) aceitar dízimos; ou (4) exercer suas atividades sem o apoio da liderança da respectiva organização responsável por aquele território (União de igrejas/Associação/Missão local). “Diante dos prejuízos que podem ocasionar à unidade da igreja e ao cumprimento de sua missão, nenhuma pessoa ou ministério com alguma dessas características deve ser convidado a participar em atividades da igreja. “Reconhecemos, porém, a importante contribuição de pessoas e grupos que investem seu tempo e recursos pessoais no desenvolvimento de planos e estratégias de apoio à igreja no cumprimento de sua missão. O espírito de colaboração e apoio dessas pessoas e grupos têm sido fundamental à proclamação do ‘evangelho eterno’ a todo mundo (Apocalipse 14:6).” Portanto, esse documento representa a posição oficial da Igreja Adventista do  Sétimo Dia no território da Divisão Sul-Americana. Cada membro da igreja deve avaliar cuidadosamente os postulados dos ministérios independentes à luz dos princípios acima expostos.

Fonte
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Carta da Conferência Geral sobre David Gates e associados
Queridos colegas,

Nos últimos anos, a administração da conferência geral recebeu inúmeras perguntas e objeções concernentes ao trabalho de David Gates, líder do GMI (Gospel Ministries International), um ministério independente com seu quartel general no Tennessee, nos Estados Unidos da América. Este ministério não é afiliado da organização adventista do sétimo dia. De acordo com essas mensagens, o ministério de David Gates em várias áreas do mundo tem sido acompanhado de interpretações ‘extraordinárias’ a respeito do fim dos tempos e afirmações infundadas sobre a igreja e sua liderança.
Os líderes da conferência geral têm discutido esses assuntos com David Gates. Enquanto ele tem concordado de ser menos crítico da liderança da igreja e em não se envolver em expressar ideias especulativas, há outro aspecto do seu trabalho que ele não é inclinado a aquiescer ou mudar. Isso se relaciona especificamente com sua indisposição de trabalhar de forma colaborativa e cooperativa com os campos como é delineado pela política de trabalho da conferência geral K 05 05 6.
Essa política pede que os ministérios que provêem serviços fora do território de sua divisão de origem a se consultar e segurar aprovação da administração da divisão a respeito da natureza, extensão e duração dos serviços prestados dentro daquela divisão.
Durante uma reunião de líderes de divisão com oficiais da conferência geral em abril de 2013 esse assunto foi novamente levantado para consideração. É a convicção da liderança mundial que a abordagem independente que David Gates usa quando trabalha em diferentes partes do mundo resulta em desunião, confusão e mal-entendidos. Até o momento em que David Gates e a GMI concordem em obedecer a política de trabalho K 05 05 6, a conferência geral e os líderes das divisões não podem endossar as atividades de David Gates e desejam expressar grande preocupação quanto à sua freqüente abordagem em trabalhar independentemente dos administradores dos campos locais nas uniões e nas divisões. A conferência geral e os líderes das divisões desencorajam campos e igrejas locais de fazerem arranjos ou proverem oportunidades para David Gates (ou outros representantes da GMI) para estarem com os membros da igreja ou falar em eventos da igreja.
Quando David Gates reconsiderar seu relacionamento com a política de trabalho k 05 05 6,e estiver disposto a livremente obedecer, cooperar e trabalhar de forma colaborativa com a igreja, e expressar esse desejo por escrito para a conferência geral, a liderança mundial da igreja está disposta a reexaminar seu relacionamento com as atividades e entidades da igreja. Continuemos a orar para que o Espírito Santo amacie os corações e construa um espírito de unidade enquanto trabalhemos juntos refletindo a abordagem bíblica e do espírito de profecia em direção a um contexto de união e suporte para o cumprimento da missão de proclamar as três mensagens angélicas que anunciam o breve retorno de Jesus.
Orville Parchment, em nome da presidência da conferência geral
Associado da presidência da conferência geral
Secretário de campo

OBS: Mandei um e-mail para a própria conferência geral para perguntar pela legitimidade dessa comunicação a respeito de David Gates e seus associados e recebi a resposta afirmativa, como pode ser visto na imagem abaixo:


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sexta-feira, 24 de março de 2017

Perdição ou Salvação pela Mídia e Redes Sociais

Vê que proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal; 
(Deuteronômio 30:15)


A mídia e as redes sociais evocam toda a complexa rede de "notícias" a respeito de fatos que ocorrem num mundo caído em pecado. Essa estrutura identifica e dá publicidade a pecados e a virtudes humanas e podem conduzir à perdição ou à salvação.

Explorar tais questões de forma bíblica é a intenção por detrás dessa mensagem atual e importante. E meu desejo é que todas as pessoas que entrarem em contato com seu conteúdo sejam alertadas contra o mal e exortadas ao bem no contexto da mídia e das redes sociais. Acima de tudo, meu interesse é que cada ouvinte experimente a perspectiva de salvação para além de toda a perdição e negatividade que está presente na mídia e nas redes sociais.


Graça e Paz!

Quando, pois, todas estas coisas vierem sobre ti, a bênção e a maldição que pus diante de ti, se te recordares delas entre todas as nações para onde te lançar o SENHOR, teu Deus; e tornares ao SENHOR, teu Deus, tu e teus filhos, de todo o teu coração e de toda a tua alma, e deres ouvidos à sua voz, segundo tudo o que hoje te ordeno, então, o SENHOR, teu Deus, mudará a tua sorte, e se compadecerá de ti, e te ajuntará, de novo, de todos os povos entre os quais te havia espalhado o SENHOR, teu Deus. Ainda que os teus desterrados estejam para a extremidade dos céus, desde aí te ajuntará o SENHOR, teu Deus, e te tomará de lá. O SENHOR, teu Deus, te introduzirá na terra que teus pais possuíram, e a possuirás; e te fará bem e te multiplicará mais do que a teus pais. O SENHOR, teu Deus, circuncidará o teu coração e o coração de tua descendência, para amares o SENHOR, teu Deus, de todo o coração e de toda a tua alma, para que vivas. O SENHOR, teu Deus, porá todas estas maldições sobre os teus inimigos e sobre os teus aborrecedores, que te perseguiram. De novo, pois, darás ouvidos à voz do SENHOR; cumprirás todos os seus mandamentos que hoje te ordeno. O SENHOR, teu Deus, te dará abundância em toda obra das tuas mãos, no fruto do teu ventre, no fruto dos teus animais e no fruto da tua terra e te beneficiará; porquanto o SENHOR tornará a exultar em ti, para te fazer bem, como exultou em teus pais; se deres ouvidos à voz do SENHOR, teu Deus, guardando os seus mandamentos e os seus estatutos, escritos neste Livro da Lei, se te converteres ao SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma. Porque este mandamento que, hoje, te ordeno não é demasiado difícil, nem está longe de ti. Não está nos céus, para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que no-lo traga e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? Nem está além do mar, para dizeres: Quem passará por nós além do mar que no-lo traga e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos. Pois esta palavra está mui perto de ti, na tua boca e no teu coração, para a cumprires. Vê que proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal; se guardares o mandamento que hoje te ordeno, que ames o SENHOR, teu Deus, andes nos seus caminhos, e guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, então, viverás e te multiplicarás, e o SENHOR, teu Deus, te abençoará na terra à qual passas para possuí-la. Porém, se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido, e te inclinares a outros deuses, e os servires, então, hoje, te declaro que, certamente, perecerás; não permanecerás longo tempo na terra à qual vais, passando o Jordão, para a possuíres. Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando o SENHOR, teu Deus, dando ouvidos à sua voz e apegando-te a ele; pois disto depende a tua vida e a tua longevidade; para que habites na terra que o SENHOR, sob juramento, prometeu dar a teus pais, Abraão, Isaque e  (Deu 30:1-20 ARA)

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Pratique o que você prega! Mas então, quem pode pregar?!

Não ouvistes vós as palavras que o SENHOR pregou pelo ministério dos profetas que nos precederam (Zacarias 7:7)

Para ouvir esse sermão clique em Play


Nessa mensagem eu trato da questão sobre a fidelidade do pregador em relação àquilo que ele prega em termos doutrinários. Esse é um dos temas mais importantes da vida daqueles que se dedicam à missão de ensinar o Evangelho ao mundo, uma vez que a coerência entre teoria e prática é muito importante na vida daquele que crê no Evangelho e lhe ensina ao mundo pela pregação.


Graça e Paz!!!

Zacarias 7

No quarto ano do rei Dario, veio a palavra do SENHOR a Zacarias, no dia quarto do nono mês, que é quisleu. Quando de Betel foram enviados Sarezer, e Regém-Meleque, e seus homens, para suplicarem o favor do SENHOR, perguntaram aos sacerdotes, que estavam na Casa do SENHOR dos Exércitos, e aos profetas: Continuaremos nós a chorar, com jejum, no quinto mês, como temos feito por tantos anos? Então, a palavra do SENHOR dos Exércitos me veio a mim, dizendo: Fala a todo o povo desta terra e aos sacerdotes: Quando jejuastes e pranteastes, no quinto e no sétimo mês, durante estes setenta anos, acaso, foi para mim que jejuastes, com efeito, para mim Quando comeis e bebeis, não é para vós mesmos que comeis e bebeis? Não ouvistes vós as palavras que o SENHOR pregou pelo ministério dos profetas que nos precederam, quando Jerusalém estava habitada e em paz com as suas cidades ao redor dela, e o Sul e a campina eram habitados? A palavra do SENHOR veio a Zacarias, dizendo: Assim falara o SENHOR dos Exércitos: Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e misericórdia, cada um a seu irmão; não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente cada um, em seu coração, o mal contra o seu próximo. Eles, porém, não quiseram atender e, rebeldes, me deram as costas e ensurdeceram os ouvidos, para que não ouvissem. Sim, fizeram o seu coração duro como diamante, para que não ouvissem a lei, nem as palavras que o SENHOR dos Exércitos enviara pelo seu Espírito, mediante os profetas que nos precederam; daí veio a grande ira do SENHOR dos Exércitos. Visto que eu clamei, e eles não me ouviram, eles também clamaram, e eu não os ouvi, diz o SENHOR dos Exércitos. Espalhei-os com um turbilhão por entre todas as nações que eles não conheceram; e a terra foi assolada atrás deles, de sorte que ninguém passava por ela, nem voltava; porque da terra desejável fizeram uma desolação. (Zacarias 7:1-14)

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

10 maneiras de glorificar a Deus no cinema

Esse texto despretensioso não tem por objetivo discutir se o cristão “deve” (ou não) ir ao cinema, nem incentivar ninguém a ir. Esse texto simplesmente pressupõe que muitos cristãos, inclusive adventistas do sétimo dia, vão ao cinema e diante desse fato eu escrevi sobre 10 maneiras de glorificar a Deus nesse famigerado ambiente de cultura e entretenimento. Essa lista não é, nem de longe, exaustiva, mas representativa dos princípios gerais que devem nortear o consumo de praticamente qualquer produção midiática feita num mundo caído.

1- Se você vai ao cinema, decida de antemão a jamais “divinizar” a indústria do cinema, sua filosofia ou estilo de vida ou seus diretores, atores e atrizes. Eles não podem nem devem guiar sua vida e exigir sua devoção acima de qualquer coisa. Essa indústria é humana e imperfeita como tudo o que é humano é imperfeito. Somente o verdadeiro Deus é digno de ser o centro de nossa adoração (Ne 9:6) e somente Ele é capaz de oferecer sentido seguro à nossa existência (Sl 48:14). Nunca troque sua relação com Deus por NADA nem NINGUÉM.

2- No cinema, percebe-se as “imagens” idealizadas por seus criadores de forma a fundamentarem e refletirem seus conceitos de: sucesso; alegria; poder; medo; beleza e inúmeros outros. Mesmo conceitos mais complexos e profundos como: moralidade, ética, geopolítica, psicologia, filosofia e teologia são retratados de muitas formas por tal indústria, a maioria delas enviesadas numa direção contrária à da cosmovisão bíblica. Ainda que você vá ao cinema regularmente (ou não tanto) jamais aceite quaisquer “imagens” acriticamente e jamais confunda o bem e o mal (Is 5:20). Compreenda a cada uma delas da melhor forma possível e as rejeite e denuncie sempre que estiverem em contradição com a verdade revelada por Deus através de sua Palavra, de seu Filho e de seu Espírito.

3- Quem vai ao cinema não demora a perceber que Deus é um “tema” quase sempre presente nos filmes de forma explícita, mas perceberá também que frequentemente Ele é retratado de forma irreverente e/ou blasfema. Essa é uma das maiores razões para que o cristão pense e repense sua “comunhão” com essa indústria em sentido geral, mas tal não implica em que seja necessário rejeitar por completo a ida ao cinema. A Bíblia também traz descrição de pessoas tolas que negam a existência de Deus (Sl 14:1) ou de inimigos que lhe blasfemam o nome (Sl 74:18), e nem por isso rejeitamos ler a Bíblia para evitarmos entrar em contato com esse tipo de ideia a fim de que elas “não nos influenciem” a nós mesmos negarmos a existência do Senhor ou lhe blasfemarmos o nome. Assim como somos capazes de ler descrições de ações pecaminosas sem nos tornarmos escravas delas por esse simples fato, também somos capazes de ver filmes que retratem pecados sem nos tornarmos escravos desses mesmos pecados por causa disso, para tal resultado seria necessário que houvesse submissão voluntária nessa direção (Rm 6:16).

4- Compre seu ingresso de cinema com dinheiro ganho sem precisar transgredir a lei de Deus. Ou seja, além de não ganhar seu dinheiro com criminalidade e/ou pecados em geral (especialmente roubo e mentira, os mais comuns em relação a esse tema), lembre-se de ordenar a sua vida no ritmo de seis dias de trabalho e tendo o sábado do sétimo dia de descanso, conforme a ordem do Senhor que criou o mundo em seis dias e descansou no sétimo (Ex 20:8-11), e então desfrute do que seu dinheiro pode te oferecer para a glória do Deus vivo.

5- No cinema se retrata tudo (ou quase tudo) o que é humano. Hollywood também tem sua visão sobre família, sendo essa uma área extremamente complexa da nossa existência. Existem muitas dinâmicas potencialmente complicadas nas relações familiares e o cinema explora isso com grande apelo emocional e social. Além disso, a superação de valores tradicionais é uma faca de dois gumes que é muito complexa de ser avaliada nesse contexto aqui. Por um lado, é óbvio que nenhuma família ou nenhum conjunto de valores ou relacionamentos familiares é absolutamente ideal em todas as suas manifestações, de forma que frequentemente podemos e devemos ir além das tradições familiares em nossa busca por identidade e liberdade. Ainda assim, a total rejeição de tudo o que é “tradicional” pode fazer com que pessoas rejeitem o próprio fundamento da civilização em troca de uma busca por libertinagem irrestrita em torno da satisfação do egoísmo natural do pecador cuja malícia lhe “subverte” (Pv 13:6). A dinâmica social em torno desses temas é ampla e devemos estar alertas para que as filosofias, práticas e ideais de uma indústria que visa acima de tudo o lucro não venham a bagunçar o fundamento de nossa sobrevivência, convivência, respeito e amor no contexto familiar.

6- Quando for ao cinema tente vencer uma espécie de ciclo vicioso no qual muitos caem que é o de se empanturrar de “porcarias” que lhe enchem o estômago enquanto o filme enche a sua mente. Talvez você devesse levar petiscos e bebidas o mais saudáveis possíveis para curtir a sessão escolhida para a glória de Deus (1 Co 10:31). Lembrando que o próprio Supremo Tribunal Federal do país já decidiu que você pode levar para dentro do cinema o que você quiser comer sem precisar comprar lá o que lhe apetecer.

7- O cinema é uma arte que envolve fortemente a questão da imagem e, sendo assim, é natural que a exploração da beleza e sensualidade de atores e atrizes seja um dos principais chamarizes dessa poderosa indústria. Antes de rejeitar o cinema como culpado por gerar o “pecado sexual”, porém, deve ser fácil entender que as dificuldades humanas com a sexualidade não dependem desse tipo de mecanismo de propagação para existir. O livro de Gênesis é recheado de histórias de promiscuidade e pecado sexual nível “hard core”. Naquela época o mundo ainda estava muito longe de conhecer a sétima arte, mas já era expert em transgressão do sétimo mandamento da lei de Deus (Ex 20:15). Obviamente que precisamos cuidar com a excitação de nossa natureza carnal em torno do tema (Mt 5:28), mas isso não é um problema somente para quem vai ao cinema, mas também para quem vai à praia ou ao centro da cidade, ou a uma festa de familiares e amigos, ou a quem vê televisão ou acessa a internet. Em resumo, a sexualidade é um “problema” de quem está vivo no planeta terra, independentemente do cinema. Glorificar a Deus na sexualidade é um desafio para todos.

8- A glamourização da parte do cinema da violência ou de estilos de vida desordenados de uma forma geral (uso de drogas lícitas ou ilícitas, aceitação do roubo, da mentira, do adultério, da zombaria e de muitas espécies de males) é um retrato vívido da decadência do ser humano. Somos uma raça que aparentemente se orgulha de sua própria miséria. Essa realidade (aliada àquela descrita no terceiro ponto) é a mais forte razão para que o cinema perca seu brilho e encanto na vida do cristão. Ainda que não precisemos e nem devamos atribuir à ida ao cinema o status de ”pecado” (cf. Rm 4:15), sabemos que não há comunhão entre o certo e o errado (2 Co 6:15). Obviamente, também é verdade que nada é tão simples que não possa ser complicado. A Bíblia é um livro CHEIO de descrições de violência, imoralidade sexual, traição e maldades geral. Como um exemplo simples desse tipo de enredo na Bíblia eu proponho uma ilustração (saibam de antemão que sou péssimo em ilustrações, mas de vez em quando eu tento ilustrar... rsrs). Se tornássemos passagens bíblicas em filmes, uma das principais produções de toda a história se chamaria “a hora do poder das trevas”, um filme de terror estrelando Jesus Cristo, torturado e morto numa cruz (cf. Lc 22:53)! Se as pessoas não pudessem ir ao cinema pela necessidade de se afastarem de “ter comunhão” com quaisquer histórias violentas e negativas e ruins, elas deveriam enxergar que a Bíblia, mais cedo ou mais tarde, deverá ser tomada como um livro impróprio por gerar imaginações e contato com histórias que descrevem profundo pecado e maldade em amplas direções. As pessoas podem ir ao cinema para a glória de Deus tanto quanto podem ler a Bíblia para a glória de Deus, sempre buscando em tudo discernir a natureza essencial do que é negativo (Hb 5:14) para poder aprender a vencer o mal com o bem (Rm 12:21).

9- Algumas pessoas defendem que é impossível “glorificar a Deus no cinema” pelo fato de que essa indústria vive da “mentira” ou “ficção”. Antes de dar um cheque mate no cinema em nome dessa situação, quem assim argumenta deveria admitir que a Bíblia contém “ficção”, rejeitaremos a ela também? Juízes 9:8-15 fala das árvores decidindo qual delas deveria reinar entre elas, Lucas 16:19-25 retrata uma conversa envolvendo pessoas que já morreram, as parábolas do Antigo e Novo Testamentos contam histórias irreais com aplicações espirituais diversas. A ficção faz parte da vida humana em inúmeros contextos e não deve ser rejeitada simplesmente por “representar” a realidade. A fantasia pode ser um problema para pessoas muito imaginativas e pouco práticas, especialmente diante de quadros de fragilidade ou patologia psicológica, mas mais uma vez o problema não é o cinema em si, mas a fraqueza humana de tais e tais pessoas. Recomendo a realidade acima da ficção, sempre, mesmo porque frequentemente a vida supera a arte, mas a representação da vida faz parte da arte e pode ensinar muitas coisas a quem esteja disposto a aprender.

10- Deus é glorificado no cinema quando seu povo avalia qualquer conteúdo nele veiculado à luz de sua Palavra (Jo 17:17) e faz disso um exercício para se tornar mais e mais seletivo e consciente em relação a toda mídia que consome em todo e qualquer ambiente ou circunstância ou momento de sua peregrinação neste mundo, tudo para louvor da graça de Deus em Cristo Jesus (Ef 1:3-6)!

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domingo, 22 de janeiro de 2017

A salvação na última crise da terra (sermão em áudio)

Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos. (Apocalipse 13:10)

Para ouvir esse sermão clique em Play


O livro do Apocalipse, em especial no capítulo 13, profetiza uma grande crise sobre a face da terra. Esse fato por si só simplesmente gera medo e ansiedade nas pessoas, mas a revelação não nos foi dada com esse objetivo. Nessa mensagem estudaremos sobre a salvação na última crise da terra, venha ela quando vier.


Graça e paz!

Apocalipse 13

Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia. A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade. Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta; e adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta; também adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela? Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses; e abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu. Foi-lhe dado, também, que pelejasse contra os santos e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação; e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Se alguém tem ouvidos, ouça. Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai. Se alguém matar à espada, necessário é que seja morto à espada. Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos. Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão. Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada. Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens. Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu; e lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta. A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis.

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