sábado, 22 de outubro de 2016

Decepcionados com Deus: 1844 e além (Sermão em áudio)

"Até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado"
(Daniel 8:14)

Para ouviu esse sermão apenas clique em Play


Nessa mensagem eu exploro a profecia das 2.300 tardes e manhãs e questões relativas às decepções que as pessoas têm em relação àquilo que elas gostariam que Deus fizesse, mas não faz. Espero que essa mensagem seja relevante para a edificação da igreja. Essa mensagem foi pregada no dia 22 de outubro de 2014 na igreja da Asa Branca, Porto Alegre-RS.

Faça o Download dessa mensagem aqui!!!

Graça e Paz!

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sábado, 11 de junho de 2016

O sexo que agrada o cônjuge e a música que agrada a Deus (sermão em áudio)

"Porque o SENHOR tem piedade de Sião; terá piedade de todos os lugares assolados dela, e fará o seu deserto como o Éden, e a sua solidão, como o jardim do SENHOR; regozijo e alegria se acharão nela, ações de graças e som de música." 
(Isaías 51:3)

Para ouvir esse sermão apenas clique em Play

Nessa mensagem eu exploro dois temas complicados entre alguns cristãos. A questão da sexualidade e a questão da música. Meu desejo é esclarecer que tais temas são presentes na Bíblia e são importantes, mas existem limites em sua compreensão e aplicação em cada caso particular. Muitas questões a respeito dos dois assuntos são deixados à consciência de cada pessoa e não são objeto de revelação específica.
 Isso indica que os cristãos não devem forçar seu entendimento específico sobre tais realidades indiscriminadamente, pois Deus não colocou tal encargo sobre nenhum ser humano.


Graça e Paz!!!

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quarta-feira, 4 de maio de 2016

A unidade da igreja e a diversidade de opiniões

"...a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste..." (João 17:21)

Para ouvir esse sermão clique em Play


A unidade da igreja, pela qual Cristo orou, é uma das questões mais sensíveis num mundo cristão dividido de inúmeras formas. Nessa mensagem exploro a questão da unidade da igreja à luz da diversidade de opiniões sobre tantas coisas entre seus líderes e membros. Espero que essa mensagem seja veículo de edificação de todos os que a ouvirem.


Graça e Paz!

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terça-feira, 3 de maio de 2016

O Homossexualismo é um sinal do fim do mundo?

"Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação." 
(Levítico 18:22)
Sempre que o movimento LGBT busca afirmar sua ideologia e práticas em meio a uma sociedade majoritariamente heterossexual, surgem polêmicas e questões diversas.
Os mais politizados estão ouriçados com a situação atual do Brasil e dizem que tudo é culpa dos "esquerdopatas", referindo-se à comunhão entre partidos políticos de esquerda e a defesa incondicional de minorias como os homossexuais, por exemplo. Já entre os mais religiosos, frequentemente se aponta que o crescimento da homossexualidade, que segundo me consta atinge menos de 10% da população mundial, é uma forma de profecia sobre o fim do mundo.

O ponto é que regulamentos sociais ou religiosos sobre homossexualidade são muito antigos, mesmo na Bíblia, que trata do tema explicitamente no livro de Levítico, escrito há cerca de 3.500 anos atrás... Aparentemente, então, fim do mundo começou há muito tempo atrás! 
Obviamente não faria sentido haver regulação de um "problema" inexistente, mostrando que a homossexualidade era objeto de preocupação do povo de Deus desde "sempre", não apenas no fim de todas as coisas. Só se combate uma situação que existe, haja visto o silêncio absoluto da Bíblia a respeito da relevantíssima necessidade de impeachment de uma presidente por "pedaladas fiscais" que quebram um país economicamente (alguns acrescentariam que a Palavra de Deus nada diz a respeito desse ponto específico mas "deveria"). A Bíblia nada fala sobre impeachment (muito menos sobre um fantasioso golpe) em um estado democrático de direito, pois tal sistema de coisas não fazia parte da realidade do mundo no momento de sua produção, apesar do mandamento "não furtarás" já estar cravado nas tábuas de pedra escritas pelo dedo de Deus há milênios.
Mas voltando ao tema do post, a disney está sofrendo influência e pressão da comunidade LGBT para tornar um de seus sucessos recentes em representante da causa homossexual, mas isso não é exata e necessariamente o fim o mundo, talvez seja apenas o começo de um monte de mi mi mi.
Enquanto isso, o amor continua a se esfria de "quase todos" (Mt 24:12), menos dos verdadeiros discípulos de Jesus (Jo 13:34-35).
Graça e Paz!

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sábado, 23 de abril de 2016

Cuidado com a aparência do bem (sermão em áudio)

"Abstende-vos de toda aparência do mal"
1 Tessalonicenses 5:22

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Nesse sermão eu exploro a lógica de 1 Tessalonicenses 5:22 ao contrário. Ao invés de falar do "mal", porém, eu falo do potencial negativo da "aparência do bem", coisa com a qual a maioria das pessoas não se preocupa. Espero que esse sermão seja útil para a edificação da igreja


Graça e Paz!

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sexta-feira, 22 de abril de 2016

Reforma política, Trindade e negação do EU

"considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus." 
(Romanos 6:11)

Reforma política, Trindade e negação do EU.
Pensando hoje na situação social e política de nosso país, percebo que tenho refletido em temas interligados que jamais me ocorreram antes dessa situação tão dramática em meio ao turbilhão dessa crise sem precedentes.
Vendo um programa onde Alexandre Garcia entrevistada um senador (PT) e uma senadora (PMDB) a respeito do prosseguimento do processo de impeachment no senado fui lembrado que todos os presidentes desde FHC têm falado em "reforma política", mas o tema não sai do papel, sendo bem mais lento que o processo de Eduardo Cunha na Câmara dos deputados (o mais lento de toda a história).
Qual a razão principal?
As maiores bancadas são decisivas para a aprovação de qualquer projeto e uma reforma política que torne nosso país melhor representado e melhor governado implica em que tais partidoes/bancadas cortem na própria carne e isso ninguém quer fazer!
Estudando o livro de Dorothy Sayers sobre "a mente do Criador" (http://www.erealizacoes.com.br/produto/a-mente-do-criador) tenho refletido sobre a natureza trinitária da criatividade humana e hoje pensei algumas coisas a respeito de uma estrutura trinitária na divisão entre nossos três poderes na república federativa do Brasil em seu estado democrático de direito.
O que eu pensei a partir disso?
Houve um "poder" que cortou em sua própria carne. Jesus (tão poderoso quando o Pai e o Espírito Santo) fez o que ninguém no poder quer fazer, perder. Perder privilégio, perder honra, mesmo perder paz, prazer ou acima de tudo perder a vida.
Nessa atitude Jesus demonstrou não somente um ótimo exemplo, mas a radical diferença entre a lógica e postura humana e divina diante das coisas. Enquanto cada um tenta proteger seus benefícios de todas as formas, Jesus se expôs a não ter onde reclinar a cabeça e depois à cruz.
O resultado da atitude de Cristo vai além de criar "governabilidade", ele cria redenção para aquilo que de outra forma não tem perdão.
Nosso país não tem solução nem perdão enquanto proteger e celebrar o egoísmo humano que a tudo corrompe.
Se o nosso país decidir cortar na própria carne e especialmente se os ricos e poderosos entenderem que não é possível que toda a sociedade viva bem numa estrutura tão injusta e tomem decisões que limitem sua riqueza e militem contra a ganância desenfreada, talvez haja solução se agirmos de forma competente e continuada a partir de ontem.
A solução, porém, esbarra ou é absolutamente impedida na dificuldade em que cada um tem para "morrer". Não falo da morte natural, mas a morte espiritual para o pecado além da qual nenhum compromisso há com o egoísmo até então reinante.
Se houver uma morte para o eu da parte dos poderosos, pode ser que haja uma reforma política, de outra forma, não adiantará NADA mudarmos nossa presidente Dilma por um presidente Temer que além de certa dignidade e esperança restaure pelo menos o uso básico do vernáculo nos limites do território nacional. Caso seja só isso o que o "novo governo" tenha a oferecer, pouquíssima coisa vai melhorar de verdade e a única solução será o fim do mundo.
Politicamente, creio ser possível inspirar a sociedade com princípios espirituais tais que freiem uma maior iniquidade enquanto Jesus não vem, mas não creio que o mundo se converterá.
Resta-nos ser uma igreja que prega o Evangelho com vistas à salvação de indivíduos que tenham coragem de morrer para o EU, e não devemos converter o corpo de Cristo numa entidade política que se iluda com a morte para o EU de poderosos que, então, de posse da verdade do Evangelho possam agir para diminuir injustiças mil.
As injustiças em nosso país não são terríveis apenas pelo quadro moral que proporcionam em nível teórico, mas pela miséria prática que tal postura gera em muitos sentidos apesar de sermos uma das nações mais ricas de todo o mundo. E o Evangelho é única solução eficaz!
Att, Pr. Ezequiel Gomes

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sábado, 27 de fevereiro de 2016

Perfeccionismo X Nova Teologia – Uma discussão em perspectiva

A igreja de Cristo na Terra será imperfeita, mas Deus não destrói Sua igreja por causa de sua imperfeição.
(EGW, A igreja remanescente, p. 42)

“Perfeccionismo” Versus “Nova Teologia” – Uma discussão em perspectiva.

Minha história pessoal com o tema

Desde que Jesus Cristo me alcançou, eu aprendi muita coisa que eu não sabia. Além disso, tornei-me uma pessoa muito melhor que era, apesar de permanecer até hoje um ser humano muito ruim, imaginem então como que eu era antes desse encontro! Mas de tudo que aprendi como cristão adventista um assunto me chamou mais a atenção do que os outros (sem fazer juízo de valor sobre temas diferentes), o tema da perfeição cristã, especialmente à luz da ideia do fechamento da porta da graça. Esse tema concentrou grande parte do meu interesse teológico e dos meus esforços acadêmicos desde há muitos anos até hoje.

Houve um tempo (entre seis e três anos atrás, mais ou menos) onde eu discutia quase que diariamente esse assunto na internet de maneira geral com pessoas que pensam de forma diferente de mim, várias delas. Nesse processo aprendi muito sobre a teologia pós-lapsariana e sobre as pessoas por detrás dessa teologia. Não que as muitas pessoas diferentes que crêem nessa ideia sejam todas iguais, longe disso, mas os padrões de pensamento e construção teológica não variam muito nas discussões específicas, então já li, vi e ouvi repetidamente os mesmos argumentos sendo colocados por pessoas diferentes em contextos diferentes a fim de defender uma e a mesma ideia, podemos (ou poderemos em breve) viver sem cometer pecado.

A ideia em si (viver sem pecar) não me foi inicialmente repulsiva quando comecei a entrar em contato com ela, mas a forma de se defender essa possibilidade sempre me pareceu, no mínimo, insatisfatória. O maior responsável humano por minha ojeriza pelo perfeccionismo foi um ex-professor de teologia no IAENE (instituto adventista de ensino do Nordeste) extremamente culto, gente fina acima da média dos pastores professores de teologia e alguém radicalmente ancorado nas questões básicas dessa ideia no adventismo. O nome dele era Joaquim de Azevedo. Ele defendia dentro e fora do SALT (seminário latino americano de teologia) a natureza pecaminosa de Cristo e “idêntica” à nossa natureza, a vitória completa sobre o pecado antes e/ou após o fechamento da porta da graça e a possibilidade de atingirmos genuína “perfeição”.

Eu era novo na igreja quando cheguei ao seminário de teologia e não tinha o menor preconceito contra tais ideias, as avaliei sempre com a seriedade que elas merecem. Mas nesse processo uma coisa em especial me chamou a atenção, sempre tive a impressão de que essa ideia toda incluía a defesa de um ponto de vista um pouco estranho. E o ponto é o seguinte:

As pessoas pecam e são imperfeitas “porque querem pecar e ser imperfeitas” por sua rebeldia deliberada em aceitar “a verdade” (venha ela da Bíblia ou de EGW, com ênfase especial nessa segunda fonte de autoridade).

Essa impressão foi a primeira razão que me fez questionar as teorias do professor supracitado e tudo o que elas representam na IASD.

Logo, entretanto, eu entendi que a visão dele não era a única visão dentro da igreja e tive especialmente um professor radicalmente contra todo esse “perfeccionismo” do Joaquim. O nome dele era Luis Nunes. Um pastor inspirador por sua forma contundente de pregar o Evangelho. Um excelente ganhador de almas, batizou milhares de pessoas através de sua atuação evangelística na época em que não era professor. Ele foi uma grande influência na minha vida.

Isso tudo ocorreu há quase 10 anos atrás (estudei no IAENE entre 2007 e 2008) e me fez pensar muitas coisas sobre muitas coisas. Sempre li muito e sempre fui alguém com pensamento crítico e dediquei-me a aprender esse assunto especificamente. Nesse processo todo, amadureci imensamente como cristão e como líder da igreja e a partir da construção das minhas próprias convicções sobre o assunto é que passei a defender a verdade e a atacar o erro sendo fiel à minha consciência baseada na Bíblia acima de tudo. Hoje, provável e possivelmente sou o pastor brasileiro que mais produziu materiais em áudio sobre esse assunto em geral em todo o território da DSA, mesmo sendo iniciante no ministério adventista.

Através de minha postura sobre o tema fiz muitos amigos e alguns inimigos, mas não por vontade própria. Hoje, há quem me ame e há quem me deteste. Há quem creia que eu sou usado por Deus e há quem creia que eu sou usado pelo Diabo. Mas as discussões sobre esse assunto precisam ser supra-pessoais. Não estamos numa luta de Joaquim contra Luis Nunes, nem de Perfeccionistas malignos contra Pecadores contumazes. A luta em torno desse assunto é uma luta em torno da verdade bíblica a respeito da humanidade, do pecado, de Cristo, da salvação e do fim do mundo.

No passado, quando eu discutia esse assunto e perdia muito tempo com ele nas redes sociais, tive posts que chegaram a ter mil comentários. Centenas ou milhares de textos bíblicos e de EGW eram colocados aliados a centenas ou milhares de argumentos. Com esse tipo de embate eu comecei a amadurecer minha abordagem e quando eu comecei a aprender a combater essa ideia de forma mais efetiva, contundente e potencialmente séria, aqueles que tentavam me converter para “a verdade da vitória contra o pecado” começaram a tentar a prejudicar meu ministério por meios que só mesmo o inferno conhece e admite. Isso me mostrou como é que é a tal vitória contra o pecado e perfeição na prática.

Ver amplamente como essa ideia toda funciona na teoria e na prática me fez perder parte de minha proverbial paciência com essa discussão e tenho estado, em grande medida longe dela, já há uns 2-3 anos. Mesmo assim, eu sou apaixonado por esse assunto e esporadicamente voltei nos últimos 2-3 meses a postar coisas sobre isso e a discutir com amigos que têm acreditado nessa ideia. Tem sido bom, mas sinto o chamado a colocar as questões em torno dessa discussão em termos mais claros para o benefício e instrução daqueles que desconhecem a teoria e as implicações práticas dessa longa briga hermenêutica dentro da IASD. A isso me dedicarei brevemente no que se segue.

Contextualizando os descontextualizados

Na última quinta feira (25/02) publiquei uma breve provocação no facebook dizendo assim: “Gente! Descobri que a ‘Nova Teologia’ adventista mudou a compreensão tradicional e unânime da cristologia da igreja a partir de 1950 com a publicação do livro Questões sobre doutrina e agora ensinam erroneamente que não podemos guardar a lei de Deus e que somos pecadores (quantos absurdos!!!), vê se pode?”
E abaixo coloquei a citação:
“ela (a lei) não podia justificar o homem, porque em sua natureza pecaminosa este não a poderia guardar”
Ellen G. White, 1890
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Algumas pessoas escreveram pontos de interrogações nos comentários (???), mas eu estava sem tempo naquele momento de explicar a piada. Limitei-me a dizer que aquilo se tratava de uma “treta sem fim”.
Então, abaixo recebi uma resposta longa e desafiadora de um amigo pós-lapsariano, chamado Juliano, dizendo assim:
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Ezequiel, o texto supracitado, como muitas vezes faz, foi retirado do contexto ou não? Por vezes, você acusa outros, até mesmo colegas de ministério, de desonestidade por descontextualizar. Porém, mais uma vez você cometeu a mesma infração, o que me leva a lembrar da admoestação em Mateus 7:1-3.

O trecho citado podemos encontrar em Patriarcas e profetas, p. 268. Recomendo que se leia o capítulo, porque ele afirma exatamente o contrário do seu exposto. Para não delongar, aqui apenas postarei a parte anterior ao citado, para demonstrar:

“Havia, porém, uma verdade ainda maior a ser-lhes gravada na mente. Vivendo em meio de idolatria e corrupção, não tinham uma concepção verdadeira da santidade de Deus, da excessiva pecaminosidade de seu próprio coração, de sua completa incapacidade para, por si mesmos, prestar obediência à lei de Deus, e de sua necessidade de um Salvador. Tudo isto deveria ser-lhes ensinado.

Deus os levou ao Sinai; manifestou Sua glória; deu-lhes Sua lei, com promessa de grandes bênçãos sob condição de obediência: “Se diligentemente ouvirdes a Minha voz, e guardardes o Meu concerto, então [...] me sereis um reino sacerdotal e o povo santo.” Êx 19:5,6. O POVO NÃO COMPREENDIA A PECAMINOSIDADE DE SEUS CORAÇÕES, E QUE SEM CRISTO LHES ERA IMPOSSÍVEL GUARDAR A LEI DE DEUS; e prontamente entraram em concerto com Deus. Entendendo que eram capazes de estabelecer sua própria justiça, declararam: "Tudo o que o Senhor tem falado faremos, e obedeceremos." Êx 24:7. Haviam testemunhado a proclamação da lei, com terrível majestade, e tremeram aterrorizados diante do monte; e no entanto apenas algumas semanas se passaram antes que violassem seu concerto com Deus e se curvassem para adorar uma imagem esculpida. Não poderiam esperar o favor de Deus mediante um concerto que tinham violado; e agora, vendo sua índole pecaminosa e necessidade de perdão, foram levados a sentir que necessitavam do Salvador revelado no concerto abraâmico e prefigurado nas ofertas sacrificais. Agora, pela fé e amor, uniram-se a Deus como seu Libertador do cativeiro do pecado. Estavam então, preparados para apreciar as bênçãos do novo concerto.

As condições do "velho concerto" eram: Obedece e vive - "cumprindo-os [estatutos e juízos] o homem, viverá por eles" (Ez 20:11; Lv 18:5); mas "maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei". Dt 27:26. O "novo concerto" foi estabelecido com melhores promessas: promessas do perdão dos pecados, e da graça de Deus para renovar o coração, e levá-lo à harmonia com os princípios da lei de Deus. "Este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a Minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração. [...] Porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais Me lembrarei dos seus pecados." Jr 31:33 e 34.

A mesma lei que fora gravada em tábuas de pedra, é escrita pelo Espírito Santo nas tábuas do coração. Em vez de cuidarmos em estabelecer nossa própria justiça, aceitamos a justiça de Cristo. Seu sangue expia os nossos pecados. Sua obediência é aceita em nosso favor. Então o coração renovado pelo Espírito Santo produzirá os "frutos do Espírito". Mediante a graça de Cristo viveremos em obediência à lei de Deus, escrita em nosso coração. Tendo o Espírito de Cristo, andaremos como Ele andou. Pelo profeta Ele declarou a respeito de Si mesmo: "Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; sim, a tua lei está dentro do Meu coração." Sal. 40:8. E, quando esteve entre os homens, disse: "O Pai não Me tem deixado só, porque Eu faço sempre o que Lhe agrada." João 8:29.

O apóstolo Paulo apresenta claramente a relação entre a fé e a lei, no novo concerto. Diz ele: "Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo." Rm 5:1. "Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei." Rm 3:31. "Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne" - ou seja, ela não podia justificar o homem, porque em sua natureza pecaminosa este não a poderia guardar - "Deus, enviando o Seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito." Rom. 8:3, 4” (ênfase suprida)

Então como vemos na inspiração, ao vir o Filho em semelhança de carne pecaminosa (sem discutir a natureza dessa expressão paulina), e condenar o pecado na carne, foi tornado possível ao homem, pela graça de Deus, harmonizar-se com a vontade divina, cumprindo-se a justiça da lei em nós, “escrita pelo Espírito Santo nas tábuas do coração”. Bem sabemos o que significa “coração” nos idos da antiguidade. Israel já poderia ter esse benefício pela fé no Messias vindouro, mas falhou nisso. Por que repetir o mesmo erro hoje imputando impossibilidade?

Graça e Paz!
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As dúvidas daqueles que desconhecem a discussão aliadas às convicções e provocações do meu amigo indicam que esse tema precisa continuar a ser trabalhado entre os adventistas brasileiros.

Aproveitando a manifestação do Juliano outros, como o Marcell, também se aproveitaram para dizer coisas do tipo assim: “Ele [referindo-se a mim, Ezequiel] adora isolar essa frase de tudo que é texto do Espírito de Profecia para contradizer o que a própria EGW ensinou. Lamentável.”

A partir disso eu afirmei que iria responder às afirmações deles, mesmo diante do fato de que eles NUNCA respondem satisfatoriamente àquilo que se lhes pergunta. A reação do Juliano foi dizer que eles respondem sim, mas “não da forma como eu gostaria” e então o Marcell disse que a minha “tática” ao debater o assunto poderia ser resumida assim:

1) isolar passagens claras da Bíblia e do Espírito de Profecia;
2) distorcer o sentido para fazer crer que podemos viver uma vida pecaminosa e que a “graça” de Deus vai passar tudo por alto;
3) repetir a acusação de Satanás de que é impossível para os filhos de Adão obedecerem à lei de Deus;
4) fazer perguntas sem sentido para desviar do foco;
5) acusar os pós-lapsarianos de “perfeccionistas”; e
6) achar que está com a razão. Fim do debate.
Diante desse amplo contexto passo a me dedicar ao breve esclarecimento dos pontos principais desse debate cada vez mais atual.
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O que é contexto e o que é descontextualizar?

Juliano me pergunta se a frase “a lei não podia justificar o homem, pois em sua natureza pecaminosa este não a poderia guardar” não está “descontextualizada”. A partir dessa pergunta ele supõe que a resposta seja sim, além de supor que eu combato a descontextualização feita por “colegas de ministério” e que, por isso, eu deveria ler Matheus 7:1-3 e me envergonhar diante de minha terrível hipocrisia em ver os erros dos outros, mas não os meus.

Essa argumentação ignora milhares de problemas, vamos a alguns deles.

Juliano não nos oferece uma definição de “descontextualização”, não oferece um ou mais exemplos onde eu combato alguma forma de descontextualização e ainda ele pessoalmente descontextualiza os textos de EGW que citou e Matheus 7:1-3 para me acusar! Estranho, no mínimo!

Perguntemos: Qual é o contexto da citação de EGW que eu ofereci? Os parágrafos imediatamente anteriores e superiores ou o capítulo inteiro ou o livro inteiro ou a obra de EGW inteira? Creio que tudo isso faz parte do “contexto”, sendo assim, qualquer pessoa que retira uma frase, meia dúzia de parágrafos, um capítulo ou um livro do “contexto” da obra de EGW como um todo, envolvendo TUDO que ela escreveu, “descontextualiza” o que ela disse para se concentrar na discussão ou aplicação de ideias particulares presentes em determinados pontos de um texto escrito por ela.

Por exemplo. Na visão de “descontextualização” como “isolamento de passagens de um contexto imediato”, o próprio Juliano retira alguns parágrafos do capítulo “a lei e os concertos” e, nisso, ele “descontextualiza”, pois que ele não citou o capítulo inteiro!

E mesmo que ele tivesse citado o capítulo inteiro ainda teria “descontextualizado” o capítulo de uma obra maior, um livro, e mesmo que tivesse citado o livro inteiro teria “descontextualizado” esse livro de uma obra maior, o conjunto de todas as coisas que EGW jamais escreveu em toda sua vida.

Assim, se esse tipo de argumentação for correta e não podemos “descontextualizar”, então não podemos citar NENHUMA frase, parágrafo, capítulo ou livro de EGW em nenhuma discussão, pois teremos que citar tudo que ela escreveu (cem mil páginas) em cada post e discussão no facebook.

Mais um exemplo, se isolar frases de um texto maior e mais completo é sinônimo de descontextualizar, então separar Matheus 7:1-3 do restante do Evangelho de Matheus também é descontextualizar. E é isso que Juliano faz, ele cita apenas a parte do livro (7:1-3) que ele acha que é adequado aos propósitos imediatos dele e não cita os versos do final do capítulo 6 nem os próximos do capítulo 7 (aliás, Matheus 5-7 foram uma unidade, um só sermão da montanha).

É óbvio que a descontextualização de frases e ideias são frequentemente mal feitas e podem ser mal usadas (cf. Mt 4:5-6), mas isolar uma frase para discutir ou pregar sua ideia não é sinônimo de fazer isso. Posso fazer uma mensagem unicamente sobre Matheus 7:1-3 sem precisar ler e pregar o sermão da montanha inteiro em determinada ocasião, assim eu também posso citar essa frase de EGW sem precisar citar meia dúzia de parágrafos anteriores ou posteriores a título de “contextualização”.

A discussão precisa ser outra. Matheus 7:1-3 é um texto contraditório em relação a seu “contexto”, essa porção do texto isolada prega o “contrário” do que o sermão da montanha? Essas são as perguntas a serem feitas e se as respostas fossem positivas então teríamos contradição na palavra de Deus. Matheus 7:1-3 em contradição com 5:15, ou 6:9, ou 8:3 e assim por diante.

Com EGW é da mesma forma, se a informação que eu expus é CONTRADITÓRIA ao contexto, então há uma contradição em EGW, essa frase está em contradição com outra(s) frase(s) e assim por diante.
Minha convicção pessoal é que EGW não se contradiz e se eu estiver correto, a frase dela que prega a incapacidade do homem guardar a lei em função de sua natureza pecaminosa é verdadeira e as implicações disso são imensas para o pós-lapsarianismo.

Mas se alguém quiser defender que a frase dela é contraditória com o pensamento dela, que traga seus argumentos e se prepare para ensinar a igreja sobre quais frases de EGW são verdadeira daquelas que não são, uma vez que assim percebemos que não podemos confiar em tudo que EGW disse.
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O homem pode ser perfeito em guardar a lei e viver sem pecar? 
É isso mesmo?

Juliano termina sua provocação dizendo que a vinda de Cristo em semelhança de carne pecaminosa torna possível ao homem, pela graça de Deus, harmonizar-se com a vontade divina de forma que a lei de Deus é escrita no coração do homem.

Eu não tenho nenhuma objeção a essa lógica a menos que ela seja usava para pregar que Jesus capacitou o homem a viver absolutamente sem pecado após sua vinda, não é isso que vemos no Novo Testamento. João pecou após a vinda de Cristo (1 Jo 1:8; Ap 22:8-9), Paulo também (Rm 7:14-25), Pedro também (Gl 2) e Tiago também (Tg 3:2). Esses homens escreveram suas cartas bem depois que Cristo já tinha vindo em semelhança de carne pecaminosa e condenado o pecado na carne e capacitado o homem a ter a lei de Deus no coração, mas não vemos vitória absoluta contra o pecado na vida deles.

Além disso, a pergunta do Juliano: “Por que repetir o mesmo erro hoje imputando impossibilidade [em o homem guardar perfeitamente a lei de Deus]?” demonstra uma dúvida direta ao que EGW disse, de que em sua natureza pecaminosa o homem não poderia guardar a lei, mas o Juliano chama essa mensagem de “erro”. Em outras palavras, EGW só fala a verdade quando ela concorda com os pós-lapsarianos!

Mas e se essa impossibilidade do homem guardar a lei em função de sua natureza tenha sido passageira e superada, que mal há nisso? Essa é uma boa questão e nos ajuda a desmascarar outra pilar da fé pós-lapsariana, a “natureza pecaminosa” de Cristo.

Para o benefício da argumentação, concedamos ao Juliano que as coisas sejam assim. Antes de Cristo vir em semelhança de carne pecaminosa ERA impossível ao homem obedecer a lei, mas AGORA É possível ao homem obedecer a lei mesmo com sua natureza pecaminosa. A pergunta que surge nesse contexto é:
Jesus Cristo já teve “natureza pecaminosa’ idêntica à natureza pecaminosa do homem por um milésimo de segundo durante sua história na terra durante a encarnação? Por que essa pergunta é importante? Porque ela desmorona o pressuposto pós-lpasariano.

Se a natureza pecaminosa dos homens lhes impediu de guardar a lei (no passado, um dia), então Jesus que guardou a lei de Deus perfeitamente durante toda a sua vida JAMAIS teve a mesma natureza pecaminosa que o homem, de outra forma ou Jesus teria deixado de ser capaz de guardar a lei ou seria MENTIRA que a natureza pecaminosa impede o homem de guardar a lei (o que EGW afirma com clareza). Ou seja, mesmo concedendo que essa impossibilidade era apenas passageira e já está superada, ainda assim, isso não ajuda o pós-lapsarianismo. Além disso, se realmente a impossibilidade está superada, desejamos conhecer pós-lapsarianos SEM PECADO hoje (cf. Ec 7:20). Apresentem-se a nós, por favor e provem que a Palavra de Deus não se aplica a vocês! Grato.
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Contradição no Espírito de Profecia?

Uma das acusações que me foram feitas nessa discussão toda é que eu isolo frases de EGW para negar o que EGW disse. Essa acusação é um pouco confusa para mim e pressupõe que há frases contraditórias na obra dela. É isso mesmo? Há frases verdadeiras e frases mentirosas na obra de EGW? Se sim, como identificar as que são verdadeiras das que são mentirosas?
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Por fim, o Marcell disse que eu tenho uma estratégia de:

1) isolar passagens claras da Bíblia e do Espírito de Profecia;
2) distorcer o sentido para fazer crer que podemos viver uma vida pecaminosa e que a “graça” de Deus vai passar tudo por alto;
3) repetir a acusação de Satanás de que é impossível para os filhos de Adão obedecerem à lei de Deus;
4) fazer perguntas sem sentido para desviar do foco;
5) acusar os pós-lapsarianos de “perfeccionistas”; e
6) achar que está com a razão. Fim do debate.

A esses pontos me dedicarei brevemente.

1) Não creio que as passagens de EGW estejam divididas entre as “claras” e as “não-claras”. Creio que todas, ou a maioria pelo menos, delas são simples e as complexidades lidam mais com os conceitos e implicações subjacentes do que com as frases em si.

Por exemplo, a frase que o homem “NÃO PODERIA guardar a lei” vinda da pena de EGW é MUITO CLARA, mas é problemática à luz dos conceitos e implicações que tal frase tem diante de outras frases dela e etc, mas o problema não é de “clareza”.

Não poder “isolar” uma frase de EGW para estudá-la equivale a dizer que não podemos “isolar” um versículo bíblico para estudá-lo. E essa metodologia não é coerente, mesmo porque, quem estaria apto a definir o número mínimo de frases ou versículos que poderíamos "isolar" a fim de estudar um tema qualquer? Polêmica inútil.

2) EGW afirma que temos “deficiências inevitáveis” (ME, v. 3, p. 195-196), portanto, pregar que somos inevitavelmente pecadores e deficientes não é “distorcer” o sentido do que ela ensinou, é apenas reconhecer o básico da realidade. Quem quiser contender que se levante dizendo que Jesus só aceita quem for “ex-pecador”.

3) Se a ideia de que é impossível guardar a lei é satânica, então EGW foi usada por ele ao escrever a frase destacada de Patriarcas e Profetas:

“a lei não podia justificar o homem, pois em sua natureza pecaminosa este NÃO A PODERIA GUARDAR”.

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4) Dê-me exemplos de perguntas sem sentido e que desviam o foco que eu fiz a você(s).

5) Quem reclama de ser acusado de ser “perfeccionista” não deveria acusar os outros de forma direta e indireta de ser apóstata usado pelo Diabo para pregar a mentira dentro da igreja sem jamais discutir ou esclarecer o mérito da questão e sem jamais demonstrar na prática a famosa "vida perfeita e sem pecado", possível, pelo menos em teoria.

6) A Palavra de Deus está com a razão e ela afirma claramente que não há homem "que não peque".

Graça e Paz

Saibam mais...
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