quinta-feira, 12 de março de 2009

Eis-me aqui, envia-me a mim


"Depois disso, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim" Isaías 6:8

Isaías fora chamado ao ministério profético ainda bastante jovem e num contexto social bastante complicado. O profeta exerceria seu ministério no Reino do Sul (Judá) e sua mensagem seria uma forte repreensão aos pecados que já haviam sido denunciados por Amós e Oséias no Reino do Norte (Israel). O Reino de Israel já sofria as maldições que os profetas do Senhor haviam profetizado contra ele e Isaías se sentia oprimido pela iniqüidade do professo povo de Deus e pela intuição do fato de que ele próprio era pecador no meio de pecadores. Nesse contexto Isaías questionou sua capacidade para cumprir o ministério profético para o qual Deus o chamara.
O Senhor, diante disso, conhecendo os temores de seu servo e suas inquietudes espirituais, concede ao profeta Isaías uma visão de seu trono, de sua glória e nessa ocasião Isaías é tocado pelo fogo do altar pelas mãos de um serafim e tem a certeza do perdão de seus pecados. Essa certeza faz de Isaías um profeta cheio do Espírito Santo e da unção do céu. Seu ministério se desenvolveria num momento histórico difícil. Ele testemunharia a invasão de Judá pelos exércitos da assíria e de Israel combinados; A queda de Samaria; A dispersão das 10 tribos; e muitos outros eventos importantes. As mensagens de Isaías envolviam repreensões severas ao povo, aos governantes políticos e aos sacerdotes, mas seu ministério foi igualmente cheio de mensagens e imagens de esperança e Salvação e glória eterna aos arrependidos dentre o povo.

Nos dias em que Isaías exercia seu ministério profético, o povo de Israel era tentado por Satanás a ver a Deus como duro, impiedoso e por demais exigente. Israel sabia que Deus se manifestara maravilhosamente misericordioso e amoroso para com eles e seus pais, mas o caráter de Deus estava sendo deturpado por falsas e malignas concepções diante do povo. Toda a história de Israel estava impregnada com as manifestações de Deus e a Moisés foi feita a promessa em forma de profecia de que Deus manifestaria sua salvação amorosamente a todas as nações da terra (Nm 14:20-21) e isso seria tão certo quanto sua existência e sua realeza sobre todo o universo.
Isaías ouvira uma antífona dessa experiência dos lábios dos serafins (Is 6:3) e isso lhe tornou mais fervoroso ao dar suas mensagens ao povo errante de Deus. Isaías conquanto carregasse a mensagem de que Deus é “Alto e Sublime”. tem o “nome Santo” e “habita a eternidade”, anunciava que o Senhor habitava também com contrito e abatido ser humano pecador que aceitava seu amor e sua verdade e graça (Is 57:15) transformando-lhe num ser perdoado e restaurado a comunhão do céu (Is 6:7).

Deus é o único ser no universo capaz de sarar as chagas da humanidade pecadora (Is 1:6). E Isaías exaltou ao Senhor como tal, o médico da alma (Is 57:18-19). A promessa de que Deus aceitaria os arrependidos era proclamada claramente e ninguém poderia dizer que a linguagem dessa mensagem era obscura. Todos os habitantes de Judá eram indignos em si mesmos diante de Deus, mas o Senhor ainda os podia salvar e usá-los em sua obra de salvação de outros povos, pois Deus é grandioso em perdoar (Is 55:7). Deus promete cumprir sua Palavra e nos dar as bênçãos de sua aliança com Davi (Is 55:3). A mensagem tão clara e pregada com vigor produziu frutos. Ainda que muitos a tenham negligenciado e rejeitado, um povo deu atenção à voz do Senhor através de seu servo e foi abençoado com graça, paz e salvação.

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A Longanimidade de Deus para com seu povo


"a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento" Romanos 2:4

Por mais de 2 séculos após o reinado de Acabe o povo de Israel viveu em rebelião contra Deus. Essa rebelião se manifestava na política, na sociedade de forma geral e na vida espiritual da nação. Deus suscitou profetas nessas épocas para despertar o povo de sua condição perante Deus, mas nem mesmo as terríveis repreensões dos profetas de Deus conseguiram despertar a nação para esses fatos e lhes conduzir no caminho do arrependimento e da reforma de vida. Estava perto o momento em que as 10 tribos deveriam ser dispersas na terra como “vagabundos sem lar”. Deus, através do ministério de Elias, Eliseu, Amós e Oséias deixou claro perante Israel as consequências da desobediência, mas ainda assim Israel não voltou ao Senhor.
Israel se esqueceu da Lei de Deus e seria rejeitado por Deus. Israel não tinha agora barreira contra o pecado nem contra Satanás. O povo trocou a verdade e a lealdade para com Deus pela injustiça, ociosidade, deboches, despudorados banquetes e bebedeiras. Colhiam os frutos da idolatria e se aprofundavam na perversidade resultante da mesma. Os profetas clamavam contra esses males fortemente e a todos foram dadas oportunidades de arrependimento. Na hora da maior apostasia de Israel os profetas lembravam ao povo o amor Eterno de Deus por eles e seu Poder para salvá-los do pecado.
A maioria do povo, entretanto, se recusou a entregar seu coração ao Senhor e os poucos fiéis que ainda existiam não seriam capazes de impedir que os juízos de Deus caíssem sobre Israel e Israel colheria agora o fruto de suas atitudes diante do Senhor. O império Assírio se torna o senhor de Israel que agora lhe paga tributos e taxas, assim Israel foi humilhado perante seus inimigos. Mais tarde a Assíria invade definitivamente Israel de forma mais agressiva e as tribos de Israel jamais conseguiriam se recuperar desse golpe, estavam agora espalhados entre as nações como coisa de quem ninguém se agrada.
Ainda assim Deus exalta sua misericórdia e através dos fiéis levados para longe da terra de Israel ele iluminaria o mundo com o conhecimento de sua verdade. O Messias, o redentor de todo o mundo não demoraria a visitar este mundo. Essa mensagem vigorosa seria pregada a todo mundo por um povo em cujo coração estava a lei do Senhor (Isaías 51:7).

O favor de Deus para com Israel estava condicionado à fidelidade do povo. Eles tinham um concerto entre si onde o povo tinha dito que faria tudo que o Senhor havia dito. Ainda assim rapidamente Israel se afasta de sua aliança com Deus e se faz infiel ao Senhor. Os israelitas sabiam que não estariam seguros longe do Senhor, mas deixaram de encontrar a força, o entendimento e as bênçãos de Deus por sua indisposição de cumprir os mandamentos de Deus.
Todo o povo de Israel conhecia a história da entrega da Lei ao povo e de que maneira grandiosa e maravilhosa seu Deus havia se comportado em relação a eles. O céu e a terra foram tomados por testemunha contra Israel e eles foram claramente advertidos do mal que lhes acarretaria no caminho da rebeldia e infidelidade à aliança. No cativeiro Assírio, como no cativeiro Babilônico o povo sofreu várias dessas conseqüências que eram claras na Lei de Moisés. Israel colhia os frutos de sua obstinação. Todos os seres humanos sofrem resultados semelhantes quando rejeitam a Lei de Deus e trocam a fidelidade a Deus pelas coisas pecaminosas desse mundo. Como no tempo de Israel, o mundo hoje não valoriza a Lei do Senhor, mas em meio a uma geração corrompida e perversa Deus ainda chama e santifica para si mesmo um povo e lhe prepara para encontrar Cristo nas nuvens do céu e esse povo será fiel ao Senhor em amor.
Visões de glória e salvação surgem dos escritos proféticos neste tempo de trevas tão densas. Deus é fiel ao seu amor para conosco e além das maldições que sobre os transgressores de sua Lei recebem, Deus tem uma obra especial para realizar naqueles que se arrependerem e se permitirem serem transformados. O concerto ente Deus e os homens deve ser restaurado pelo povo que pretende estar em pé no dia da vinda do Filho do Homem, e a promessa de Deus é de perdão e salvação eterna a todos que assim se chegarem a Ele por meio de Jesus Cristo. Deus terá um povo que é o monumento de sua graça e misericórdia, e que lhe obedecerá por amor, não por suborno. Os mandamentos de Deus e a fé em (de) Jesus serão escritos na mente e no coração daqueles que, ainda que estejam longe, na terra de seu cativeiro, não se esquecem de Deus. E o Senhor não se esquece de seu povo, pelo contrário, está no meio do seu povo para salvá-lo.

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Convertei-vos e Vivei


"Porque eu Não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor Deus. Portanto, convertei-vos e vivei" Ezequiel 18:32


Nínive foi uma cidade fundada as férteis margens do rio tigre; se tornou uma grande cidade; chegando a se elevar a Capital do império Assírio e em seu auge de prosperidade, foi uma cidade caracterizada por impiedade: violência, imoralidade sexual, desonestidade, mentiras e corrupção. Ainda assim, Deus viu que a cidade não estava totalmente longe da possibilidade de experimentar arrependimento, transformação e conversão da potestade de Satanás para o Deus Vivo.
Diante dessa realidade, Deus chamou Jonas, seu profeta, para pregar contra toda impiedade que havia em Nínive e anunciar o fato de que o Deus do céu conhecia a exata extensão de sua maldade (Jn 1:2). Certamente Jonas não se sentiu confortável para ser o instrumento de tal mensagem e chegou a questionar se realmente Deus chamaria alguém para cumprir tal tarefa. Humanamente não havia perspectiva de mudança na situação e Jonas esqueceu-se do Poder de seu Criador e pôs-se a fugir de Deus. Társis era o limite ocidental do mundo conhecido dos judeus na época do profeta e Jonas embarca em um navio para tal destino, para longe da presença do Senhor.
Chamando Jonas para essa tarefa, Deus lhe garantiria o sucesso da mesma e se Deus fosse logo obedecido certamente Jonas não teria passado pelos perigos que surgiriam em sua jornada. Uma tempestade descomunal se abate sobre a embarcação da parte do Senhor e os marinheiros temem por suas vidas (Jn 1:4-6). Rogam a seus desuses que os livre da morte enquanto Jonas se havia retirado e deitado, e agora dormia um sono profundo. O mestre do Navio encontra Jonas dormindo e lhe acorda e ordena que ore ao seu Deus. Logo a tripulação sabe que Jonas foge do Deus de Israel e é culpado do infortúnio que se abateu sobre todos. Os marinheiros tentam salvar o barco, mas a tempestade só cessa quando Jonas é jogado no mar (Jn 1:15).

No mar, Jonas é engolido por um grande peixe e miraculosamente sobrevive 3 dias no ventre do animal. Lá ele ora e se entrega ao senhor até ser vomitado na praia (Jn 2). A Palavra do Senhor voltou a comissionar Jonas a pregar na cidade de Nínive e ele vai para lá segundo essa mesma Palavra. Unanimemente os ninivitas assumem seus erros e se arrependem, desde o rei (governante) até o povo comum. Deus lhes perdoa e lhes concede graça enquanto Jonas fica confuso e irado. O Senhor, porém, dá lições práticas a Jonas sobre sua misericórdia e amor para com os pecadores. Essas lições destinam-se a todos nós que trabalhamos pela salvação de pessoas cuja salvação parece impossível aos olhos humanos. Devemos pregar a iminente Volta de Jesus com essa concepção clara em mente. O Poder de Deus está empenhado em salvar as pessoas, não em condená-las.

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domingo, 1 de março de 2009

O príncipe do exercito do Senhor



O príncipe do exército do Senhor em Josué 5:14 é um personagem importante no contexto da conquista de Canaã por parte do povo de Israel, um povo fragilizado por séculos de escravidão e opressão e sem os recursos materiais e bélicos que estavam disponíveis aos povos de Canaã. Israel dependeria totalmente da poderosa intervenção de Deus em seu favor para ser vitorioso na conquista da terra, ao lutar contra povos mais organizados e preparados para a guerra que eles tanto em teorias e estratégias quanto experiências de batalhas reais.

Após a travessia do Jordão “Deus conduziu os israelitas em três eventos: O rito da circuncisão, A celebração da Páscoa, e o comer dos frutos da terra de Canaã. Todos esses eventos eram para a edificação de Israel. Depois viria uma experiência para Josué apenas”. Josué fora exaltado aos olhos de Israel (Josué 3:7) como um líder que estava na presença de Deus e tinha sua benção. Josué era homem de grande experiência em lidar com o povo de Israel e fora um forte e fiel aliado de Moisés enquanto este ainda liderava o povo, tanto nas guerras (Êxodo 17) quanto em assuntos espirituais (Êxodo 33:11). Josué fora um dos espias que confiavam plenamente no Senhor e no poder dele para lhes conceder a terra de Canaã contra toda evidência humana, que apontava em direção contrária (Números 14:6-9) e lhe foi garantido por sua fé de que veria a terra prometida (Josué 14:30). Agora era chegado o momento da conquista e foi concedida a Josué uma experiência sobrenatural e pessoal que lhe fortaleceria a fé e estreitaria sua comunhão com Deus para lhe preparar para guiar o povo na conquista da terra e estabelecimento na mesma.

O texto diz: “Estando Josué ao pé de Jericó...” e seria bem traduzido da seguinte forma: “estando Josué em Jericó...” e indica para alguns críticos do texto bíblico que os israelitas já tivessem conquistado Jericó quando o fato narrado nestes versos ocorreu. Porém o contexto da passagem aqui referida indica que Josué estava muito próximo da cidade, praticamente na entrada da cidade e talvez pudesse mesmo ver suas famosas muralhas. Isso fica claro que presença da conjunção (“Be” em hebraico) antes da palavra Jericó. Estudiosos dizem que possivelmente Josué estivesse realmente em Jericó (ainda que nos arredores) “espiando as fortificações, e meditando no melhor plano para um cerco”.

Nesse momento de possíveis incertezas diante do futuro Josué vê diante de si um homem. A palavra aqui usada tomada isoladamente não indica um mensageiro sobrenatural por si mesma. Indica um homem indistinto de qualquer outro homem puramente humano. “Josué aparentemente não reconheceu esse homem como um mensageiro divino”. Porém esse homem que Josué viu carregava uma espada nua demonstrando talvez intenção de guerrear. Então Josué se lhe dirige as palavras: “És tu dos nossos ou dos nossos adversários?” (Josué 5:13). “Josué demonstra coragem e resolução” e disposição de guerrear contra qualquer um que fosse uma ameaça ao povo de Israel. À pergunta: és tu dos nossos ou dos nossos adversários o homem responde: Não. Calvino explica que essa negação indica que esse homem “negou ser um homem mortal” ou “que estava respondendo a segunda parte da questão” és tu dos nossos adversários? Outros dizem que o homem não se importou com a pergunta de Josué “e nem a respondeu diretamente”, pois tinha “outros interesses em se manifestar a ele” que não satisfazer sua curiosidade e que ele já tinha a disposição de revelar sua identidade como faz mais tarde (verso 14). Outro indicam que o homem responde dessa forma simplesmente por que “a pergunta de Josué estava errada e então ele se recusa a respondê-la”.
Príncipe do exército do Senhor. Esse é o título e posição que esse homem que se manifestou a Josué diz possuir. Isso demonstra plenamente sua origem sobrenatural. O exército do Senhor se refere tanto a Israel literal (Êxodo 12:41) e também o exército celestial e os anjos todos (1Reis 22:19/ salmo 148:2 e salmo 103:21). “Com as palavras: acabo de chegar, o príncipe dos exércitos do Senhor ensaia entrar numa explicação da razão de sua manifestação”. Porém Josué reconhece na presença de quem ele está e com rosto em terra o adora.
Em todos os lugares onde o texto bíblico relata a tentativa humana de adorar seres sobrenaturais, porém não divinos são explícitos em dizer que essa adoração é rejeitada e condenada (Apocalipse 19:10 e Apocalipse 22:8-9). O homem visto por Josué revela sua identidade ao aceitar essa adoração. Mais tarde na seqüência do texto estudado nessa passagem, esse personagem se dirige a Josué dando ordens a respeito de Jericó e é dito na Bíblia não que: um homem disse a Josué, ou um anjo disse a Josué, mas sim, O Senhor disse a Josué: Olha entreguei na tua mão Jericó. Deixando claro que Josué fora visitado pelo próprio Deus em forma humana na noite da qual estamos tratando. “O comandante do exército do Senhor estava com uma espada na mão indicando que Ele lutaria por e com Israel e que a medida da iniqüidade dos Amorreus estava agora completa (Gênesis 15:16)”.
O personagem misterioso ordena a Josué que tire suas sandálias diante de sua presença santificadora de onde irradia luz e vida. O príncipe do exército do Senhor “requer um sinal de reverência e temor. Moisés vivenciou experiência similar (Êxodo 3:5) no deserto” quando teve um encontro com Deus e viu uma manifestação de sua glória. “As sandálias deviam ser tiradas como reconhecimento da presença divina enquanto ela estava acontecendo como uma maneira de demonstrar respeito pelo que é sagrado”.
O Senhor diz a Josué que lhe entregou Jericó e dá instruções especificas de como ele encontrará a vitória. Jericó era ponto estratégico para a conquista da terra de Canaã e uma das cidades mais fortificadas e seguras de toda a região. Somente com o poder de Deus e submissos a Ele é que Israel poderia derrubar Jericó. Assim, ao saírem vitoriosos de uma batalha que a princípio era tão desfavorável, a fé de Israel em Deus e seu poder devia ser fortalecida para todo o período de guerras e conquistas que eles estavam iniciando. As vitórias de Israel viriam a partir de um relacionamento de fé e obediência para com Deus e exigiria estrita obediência a cada detalhe das instruções dadas por Deus ao povo. “De um ponto de vista militar as ordens do capitão do exército do senhor eram ridículas. Marchar ao redor das muralhas sem fazer barulho por 6 dias e no sétimo dia eles deveriam rodear a cidade 7 vezes e soltar um brado de vitória” (Josué 6). Ninguém nunca havia ganho um batalha que fosse dessa maneira e esse era um chamado para que os israelitas não confiassem em estratégias humanas mas na orientação de Deus e para que eles tivessem certeza de que seriam vitoriosos contra todos os seus inimigos enquanto mantivessem uma atitude de fé, amor e obediência irrestrita a Deus durante suas vidas como indivíduos ou como nação eleita do Senhor. A fé do povo e dos líderes seria provada e a recompensa de uma resposta positiva seria efetiva.
Certamente a fé de Josué saiu dessa experiência fortalecida e ele estava, após ela, cheio de “coragem e ousadia” quando entendeu que “o príncipe do exército do Senhor veio em pessoa para conceder a Israel vitória sobre Jericó”. Josué era líder de uma grande nação e seria tentado por muitos do povo a duvidar de que seriam vitoriosos mesmo diante de desafios tão grandes. Deus sabia disso e concedeu a Josué a experiência que ele precisava para entender que o Senhor lutaria por Israel e que dessa forma eles seriam sempre vitoriosos mesmo contra os obstáculos aparentemente mais difíceis e assim podemos nos regozijar na certeza de que não lutamos sozinhos em nossas lutas como indivíduos ou como igreja.
O próprio Deus, único, Criador e redentor desce para nos visitar e dar instruções sobre sua vontade para nossa vida e nos guia na verdade de sua Palavra e de sua Lei e assim devemos seguir em submissão e fé com amor para com Ele que já tudo fez, faz e ainda fará por nós, para nos dar vitórias espirituais eternas por amor de Jesus Cristo Nosso Senhor e Salvador.

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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Esperei confiantemente

Esperei confiantemente
Esperei confiantemente pelo Senhor; Ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro. Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama, colocou-me os pés sobre a rocha e me firmou os passos. E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no senhor

Salmo 40:1-3

Esperei confiantemente: Esperar em Deus; Confiar em Deus; ter fé; ter certeza de sua presença, de seu carinho, cuidado e amor; Não querer as coisas em seu próprio tempo, de forma egoísta e pretensiosa; Esperar com paciência.

Pelo Senhor: Nossa esperança de felicidade, paz, bênçãos, salvação e etc. só podem ser concedidas pelo Senhor. Esperar pela ação e iniciativa do Senhor. O Senhor é o agente principal de nossa história pessoal e como um povo;


Ele se inclinou para mim: Deus corresponde à nossa entrega e confiança nele; Deus se agrada dos que esperam nele com fé, paciência e certeza de que Ele agirá de acordo com o que é melhor para nós e no tempo certo; Deus está presente em cada área, esfera e momento de nossa existência se identificando conosco e se inclinando para participar da vida conosco, ou melhor, para nos permitir participar da vida com Ele; Ele se inclinou para mim por amor e por graça e misericórdia.


E me ouviu: Deus ouve a oração; Deus conhece os pensamentos, desejos e necessidades humanas, ainda que não expressas em palavras e as “ouve”; Deus sabe o que é melhor para nós mas ainda assim nos ouve e se importa com a nossa opinião e respeita nossa liberdade de alguma forma;


Quando clamei por socorro: Todos que vivemos nesse mundo passamos por momentos de tribulação, angústia, sofrimento, tentação, fracasso, problemas e etc. E Deus se identifica conosco nesses momentos; Quando passamos por dificuldades e problemas, devemos esperar a Deus em confiança e oração e entrega na certeza de que ele nos ouve quando clamamos por socorro, graça, misericórdia e amor por parte dele. Clamar a Deus em sinceridade e certeza de sua presença.


Tirou-me de um poço de perdição: Esse mundo é poço, fonte e lugar de perdição, o salmista viveu nesse mundo e conheceu a corrupção do pecado, sua força, seus resultados em misérias materiais (físicas) e espirituais; E Deus somente nos pode tirar desse poço de perdição; O pecado não é um prazer negado aos homens por Deus, mas um poço de perdição e isso fica claro no tipo de conseqüências que ele traz consigo para aqueles que o conheceram.


De um tremedal de lama: Esse mundo é comparado a um atoleiro de lama do qual é impossível ser liberto por si mesmo, e diante disso nossa única esperança é no Deus Todo-Poderoso.


Colocou-me os pés sobre uma rocha: Isso indica que Deus age a vida de um ser humano tirando-lhe da perdição e pecado e lhe coloca numa posição de segurança por sua graça e amor e poder infinitos; Deus pode lhe trazer a um lugar seguro na terra, livre de medo e guerra, mas acima disso, Deus traz o homem a um relacionamento consigo mesmo que é a Verdadeira Rocha dos séculos, eterna e indestrutível.


E me firmou os passos: Mesmo pessoas que já tiveram a experiência de salvação e do poder de Deus em livras do mal, ainda necessitam de confirmação nos caminhos de Deus e para isso Deus também concede certeza de auxílio; Os nossos caminhos estão todos diante de Deus e Deus se interessa por todos eles, e promete firmar nossos passos vacilantes no caminho para a eternidade em seu amor e luz.


E me pôs nos lábios um novo cântico: Na experiência da salvação e do relacionamento do homem com Deus, o Senhor dá ao homem a graça de viver aquilo que para o pecador é uma novidade: Uma vida de vitória em Deus e de bênçãos materiais e espirituais das suas mãos do Pai Celeste, e isso brota em um novo cântico de louvor ao Senhor, um cântico que nunca tinha soado antes.


Um hino de louvor ao nosso Deus: A experiência da salvação é um hino que retrata, exalta e glorifica a obra de Deus no coração humano.

Muitos verão essas coisas: A experiência do povo de Deus acontece em meio a um mundo entenebrecido pelo pecado e não deixa de se fazer notar. Pessoas convertidas, transformadas, que aceitam a Lei de Deus quando todos a rejeitam é um testemunho impossível de ser apagado; Não conseguimos guardar as coisas que Deus fez por nós e em nós fora da vista das pessoas e de uma forma ou de outra elas verão essa obra de graça, poder e amor de Deus por nós e em nós.


Temerão: Muitas pessoas conhecem o nome de Deus, mas não conhecem seu poder e temem quando vêem a oba de Deus na vida de alguém, muitas vezes por serem repreendidas pela presença de um coração aberto a Deus e depositário de sua lei e poder. As pessoas temem a experiência do povo fiel a Deus pois isso revela sua própria incredulidade e dureza de coração.


E confiarão no Senhor: Nesse processo de salvação, Deus salva a vida de seus escolhidos e revela seu poder e amor através disso, e muitos que presenciam essa realidade passam a confiar na graça e na verdade e no amor de Deus por elas também. E o Ciclo recomeça de pessoas esperando por Deus confiantemente e tendo essa experiência maravilhosa com Ele e influenciam outras pessoas a temer e confiar no Senhor.

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terça-feira, 9 de setembro de 2008

Ressurreição

“Bendito o Deus e Pai de nosso senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” 1Pedro 1:3

A experiência daqueles homens da Galiléia com Jesus foi tão maravilhosa que continua a fazer a diferença e inspirar fé e esperança nos homens até hoje. Desde que eles conheceram o manso e humilde Rabi e lhe aceitaram o chamado, até sua pavorosa morte pelos pecados de todo mundo e por fim na ressurreição e na ascensão, possui a mente e a vida dos discípulos de tal forma que essa mensagem chegou até nós hoje com tanta força , autoridade e plena certeza de fé, atestando da origem divina dessas verdades.

Pedro escreve que Deus regenerou os homens para uma esperança viva, incorruptível, que não pode ser apagada ou esquecida. A vitória contra a morte e contra aquele que tem o poder da morte encheu o coração daqueles homens de uma esperança transbordante em amor e fé. Que essa mesma esperança possa definitivamente preencher nossas almas e iluminar cada canto escuro de nossa experiência espiritual neste mundo de trevas. Assim também que essa mesma esperança seja por nós levada a tantos outros seres humanos com quem entrarmos em contato para a Glória de Deus e salvação de muitos.

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Finalmente livres para sempre!!!

“O Deus da paz, em breve, esmagará debaixo dos vossos pés a Satanás. A graça de nosso Senhor Jesus seja convosco” Romanos 16:20

A obra de Satanás ou sua própria pessoa não são os assuntos mais agradáveis que podem preencher a mente dos seres humanos. Toda realidade maligna que sua assinatura imprimiu nos relacionamentos humanos e em quase todas as realidades da nossa vida são imensamente tristes, imundas e terríveis.

Exatamente por causa da força dessas verdades é que Deus achou por bem nos revelar de antemão com resolverá o problema do pecado e de seu autor. Cristo destruirá completamente a obra de Satanás para todo o sempre, e o esmagará pessoalmente debaixo dos nossos pés, de todos aqueles que rejeitam o principe deste mundo e aceitam a Cristo como Senhor e único e suficiente Salvador.

A graça de Deus nos acompanhará até que essa realidade se cumpra definitivamente na história da humanidade, e que até que esse dia chegue devemos crescer nesta mesma graça e no conhecimento de Deus. Que possamos nos regozijar nessas certezas e viver as vitórias que o Senhor tem para a nossa vida desde agora e para todo o sempre...

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