segunda-feira, 28 de setembro de 2020

A Imortalidade da alma e o Castigo eterno - Um breve comentário exegético de 2 Pedro


Este livro é fruto de uma iniciativa verdadeiramente colaborativa entre o autor e os patrocinadores desta obra, que dedicaram atenção, orações e recursos para que o material fosse produzido e viesse a estar dispo- nível a qualquer pessoa através da internet na forma de um livro digital livremente distribuído.

Agradeço a todos que ajudaram para que eu pudesse trabalhar na confecção deste material de forma que finalmente ele estivesse nas mãos dos leitores interessados em saber mais da pura Palavra de Deus, tal qual temos acesso a ela na segunda carta de Pedro. Esse documento bíblico fascinante me guiou em uma jornada de estudo diligente e de reflexão profunda, pelo que agradeço a Deus acima de tudo por essa experiência e oportunidade de servi-lo com meus dons e talentos na produção do presente material.

Dou graças, acima de tudo, a Deus pela forma maravilhosa como tem guiado a minha vida e meu ministério pessoal. Também agradeço o apoio constante dos meus familiares, que certamente sentiram minha falta nos períodos em que me dediquei ao estudo e ao trabalho em torno desse material, e cujo amor, admiração e confiança constantes me deram força para prosseguir para o alvo.

Àqueles que dedicaram recursos para financiar a produção desse livro, e torná-lo gratuitamente disponível na internet para qualquer pessoa, também tenho muito a agradecer. Seu exemplo de desprendimento e disposição de oferecer recursos para beneficiar não somente a si mesmos, mas também a outros, revela uma porção do Espírito de Cristo. Senti-me muito honrado de poder contar com pessoas como vocês.

Se você se inspirar no exemplo dos doadores e quiser ajudar a financiar outras obras do mesmo nível teológico que esta, entre em contato comigo através do e-mail: ezeksalt@hotmail.com, para mais instruções de como fazê-lo.

E por fim, mas não menos importantes, agradeço de antemão àqueles que serão os leitores e leitoras dessa obra. Aqueles que tomarão do seu precioso tempo para averiguar seu conteúdo e sopesar suas conclusões com seriedade, concordando ou discordando delas ao final da jornada. Estarei sempre aberto às suas reações e percepções sobre o material preparado para vocês com carinho e afinco. Muito obrigado desde já!

Soli Deo gloria

Ezequiel Gomes 

Jundiaí, SP 

Outono de 2020 

Faça o Download do Livro completo Gratuitamente aqui!

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sexta-feira, 31 de março de 2017

Voto da DSA sobre "ministérios independentes" + Carta da Associação Geral contra David Gates e associados

Voto da DSA sobre "ministérios independentes" + 
Carta da Conferência Geral contra David Gates e associados

Há algum tempo eu venho falando sobre a condenação da Conferência Geral da IASD sobre o ministério independente de David Gates e seus associados (qualquer pessoa ligada à TV Terceiro Anjo). Nessa direção muitas pessoas me pedem o conteúdo dessa condenação, à qual eu estou publicando nesse blog, logo abaixo.

Coloquei também o voto da DSA sobre "ministérios independentes" em nosso território.

Mistérios Independentes

Qual é a posição da igreja sobre os “ministérios independentes”?

Dr. Alberto Timm

 Praticamente todos os ministérios autossustentáveis alegam apoiar a Igreja Adventista do Sétimo Dia, sua liderança, mensagem e missão. Mas nem sempre essa é a realidade. Ao mesmo tempo em que existem ministérios que apoiam a igreja, também há aqueles que competem com a igreja, acusando-a de apostasia do assim chamado “adventismo histórico” como eles o entendem.
Em resposta aos desafios representados por esses ministérios acusadores da igreja, a Divisão Norte-Americana publicou em 1992 o livro Issues: The Seventh-day Adventist Church and Certain Private Ministries ([Silver Spring, MD]: North American Division, [1992]) e o documento “NAD Action on Private Organizations” (Adventist Review, 3 de dezembro de 1992, p. 4-7). Posteriormente, a própria Associação Geral produziu e publicou os documentos “Report on Hope International and Associated Groups” (Adventist Review, agosto de 2000, p. 34-37) e “Decision on Hope International and associated groups by a General Conference-appointed committee” (Ministry, agosto de 2000, p. 28- 31).
A exemplo da Divisão Norte-Americana e da própria Associação Geral, também a Divisão Sul-Americana se pronunciou sobre o assunto através do voto 2010-117 intitulado “Unidade de Doutrina e Missão”, que diz o seguinte:
“Considerando que a Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) foi suscitada por Deus como movimento profético em preparação para a segunda vinda de Cristo (Daniel 8:14; Apocalipse 10:10, 11; 14:6-12), e que ‘no mundo só existe uma igreja que presentemente se acha na brecha, tapando o muro e restaurando os lugares assolados’ (Ellen G. White, Testemunhos Para Ministros, p. 50);
“Convictos de que aos adventistas do sétimo dia foi confiada por Deus a missão de proclamar as três mensagens angélicas ‘a cada nação, e tribo, e língua, e povo’ (Apocalipse 14:6-12), e sendo que ‘nenhuma obra há de tão grande importância’ como esta, eles não devem permitir que projetos particulares ou qualquer outra coisa os desviem dessa sagrada missão (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 19); “Sendo que a unidade orgânica da igreja como corpo de Cristo é essencial para o cumprimento da missão (João 17:21; 1 Coríntios 1:10; 12:12-27), e que Deus ‘está guiando, não ramificações transviadas, não um aqui e outro ali, mas um povo’ (Ellen G. White, Testemunhos Para Ministros, p. 61); “Não recomendarmos as atividades de qualquer ministério, grupo ou pessoa  que se sente na liberdade de (1) difamar a igreja de forma pública ou privada; ou (2) promover teorias doutrinárias em desacordo com as 28 Crenças Fundamentais da IASD, tais como o antitrinitarianismo e a negação da personalidade do Espírito Santo, o perfeccionismo e a teoria de que Cristo veio com uma natureza humana moral e espiritualmente caída, questionamentos ao dom profético de Ellen G. White, especulações escatológicas, desequilíbrio na área da saúde, etc.; ou (3) aceitar dízimos; ou (4) exercer suas atividades sem o apoio da liderança da respectiva organização responsável por aquele território (União de igrejas/Associação/Missão local). “Diante dos prejuízos que podem ocasionar à unidade da igreja e ao cumprimento de sua missão, nenhuma pessoa ou ministério com alguma dessas características deve ser convidado a participar em atividades da igreja. “Reconhecemos, porém, a importante contribuição de pessoas e grupos que investem seu tempo e recursos pessoais no desenvolvimento de planos e estratégias de apoio à igreja no cumprimento de sua missão. O espírito de colaboração e apoio dessas pessoas e grupos têm sido fundamental à proclamação do ‘evangelho eterno’ a todo mundo (Apocalipse 14:6).” Portanto, esse documento representa a posição oficial da Igreja Adventista do  Sétimo Dia no território da Divisão Sul-Americana. Cada membro da igreja deve avaliar cuidadosamente os postulados dos ministérios independentes à luz dos princípios acima expostos.

Fonte
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Carta da Conferência Geral sobre David Gates e associados
Queridos colegas,

Nos últimos anos, a administração da conferência geral recebeu inúmeras perguntas e objeções concernentes ao trabalho de David Gates, líder do GMI (Gospel Ministries International), um ministério independente com seu quartel general no Tennessee, nos Estados Unidos da América. Este ministério não é afiliado da organização adventista do sétimo dia. De acordo com essas mensagens, o ministério de David Gates em várias áreas do mundo tem sido acompanhado de interpretações ‘extraordinárias’ a respeito do fim dos tempos e afirmações infundadas sobre a igreja e sua liderança.
Os líderes da conferência geral têm discutido esses assuntos com David Gates. Enquanto ele tem concordado de ser menos crítico da liderança da igreja e em não se envolver em expressar ideias especulativas, há outro aspecto do seu trabalho que ele não é inclinado a aquiescer ou mudar. Isso se relaciona especificamente com sua indisposição de trabalhar de forma colaborativa e cooperativa com os campos como é delineado pela política de trabalho da conferência geral K 05 05 6.
Essa política pede que os ministérios que provêem serviços fora do território de sua divisão de origem a se consultar e segurar aprovação da administração da divisão a respeito da natureza, extensão e duração dos serviços prestados dentro daquela divisão.
Durante uma reunião de líderes de divisão com oficiais da conferência geral em abril de 2013 esse assunto foi novamente levantado para consideração. É a convicção da liderança mundial que a abordagem independente que David Gates usa quando trabalha em diferentes partes do mundo resulta em desunião, confusão e mal-entendidos. Até o momento em que David Gates e a GMI concordem em obedecer a política de trabalho K 05 05 6, a conferência geral e os líderes das divisões não podem endossar as atividades de David Gates e desejam expressar grande preocupação quanto à sua freqüente abordagem em trabalhar independentemente dos administradores dos campos locais nas uniões e nas divisões. A conferência geral e os líderes das divisões desencorajam campos e igrejas locais de fazerem arranjos ou proverem oportunidades para David Gates (ou outros representantes da GMI) para estarem com os membros da igreja ou falar em eventos da igreja.
Quando David Gates reconsiderar seu relacionamento com a política de trabalho k 05 05 6,e estiver disposto a livremente obedecer, cooperar e trabalhar de forma colaborativa com a igreja, e expressar esse desejo por escrito para a conferência geral, a liderança mundial da igreja está disposta a reexaminar seu relacionamento com as atividades e entidades da igreja. Continuemos a orar para que o Espírito Santo amacie os corações e construa um espírito de unidade enquanto trabalhemos juntos refletindo a abordagem bíblica e do espírito de profecia em direção a um contexto de união e suporte para o cumprimento da missão de proclamar as três mensagens angélicas que anunciam o breve retorno de Jesus.
Orville Parchment, em nome da presidência da conferência geral
Associado da presidência da conferência geral
Secretário de campo

OBS: Mandei um e-mail para a própria conferência geral para perguntar pela legitimidade dessa comunicação a respeito de David Gates e seus associados e recebi a resposta afirmativa, como pode ser visto na imagem abaixo:


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sexta-feira, 24 de março de 2017

Perdição ou Salvação pela Mídia e Redes Sociais

Vê que proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal; 
(Deuteronômio 30:15)


A mídia e as redes sociais evocam toda a complexa rede de "notícias" a respeito de fatos que ocorrem num mundo caído em pecado. Essa estrutura identifica e dá publicidade a pecados e a virtudes humanas e podem conduzir à perdição ou à salvação.

Explorar tais questões de forma bíblica é a intenção por detrás dessa mensagem atual e importante. E meu desejo é que todas as pessoas que entrarem em contato com seu conteúdo sejam alertadas contra o mal e exortadas ao bem no contexto da mídia e das redes sociais. Acima de tudo, meu interesse é que cada ouvinte experimente a perspectiva de salvação para além de toda a perdição e negatividade que está presente na mídia e nas redes sociais.


Graça e Paz!

Quando, pois, todas estas coisas vierem sobre ti, a bênção e a maldição que pus diante de ti, se te recordares delas entre todas as nações para onde te lançar o SENHOR, teu Deus; e tornares ao SENHOR, teu Deus, tu e teus filhos, de todo o teu coração e de toda a tua alma, e deres ouvidos à sua voz, segundo tudo o que hoje te ordeno, então, o SENHOR, teu Deus, mudará a tua sorte, e se compadecerá de ti, e te ajuntará, de novo, de todos os povos entre os quais te havia espalhado o SENHOR, teu Deus. Ainda que os teus desterrados estejam para a extremidade dos céus, desde aí te ajuntará o SENHOR, teu Deus, e te tomará de lá. O SENHOR, teu Deus, te introduzirá na terra que teus pais possuíram, e a possuirás; e te fará bem e te multiplicará mais do que a teus pais. O SENHOR, teu Deus, circuncidará o teu coração e o coração de tua descendência, para amares o SENHOR, teu Deus, de todo o coração e de toda a tua alma, para que vivas. O SENHOR, teu Deus, porá todas estas maldições sobre os teus inimigos e sobre os teus aborrecedores, que te perseguiram. De novo, pois, darás ouvidos à voz do SENHOR; cumprirás todos os seus mandamentos que hoje te ordeno. O SENHOR, teu Deus, te dará abundância em toda obra das tuas mãos, no fruto do teu ventre, no fruto dos teus animais e no fruto da tua terra e te beneficiará; porquanto o SENHOR tornará a exultar em ti, para te fazer bem, como exultou em teus pais; se deres ouvidos à voz do SENHOR, teu Deus, guardando os seus mandamentos e os seus estatutos, escritos neste Livro da Lei, se te converteres ao SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma. Porque este mandamento que, hoje, te ordeno não é demasiado difícil, nem está longe de ti. Não está nos céus, para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que no-lo traga e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? Nem está além do mar, para dizeres: Quem passará por nós além do mar que no-lo traga e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos. Pois esta palavra está mui perto de ti, na tua boca e no teu coração, para a cumprires. Vê que proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal; se guardares o mandamento que hoje te ordeno, que ames o SENHOR, teu Deus, andes nos seus caminhos, e guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, então, viverás e te multiplicarás, e o SENHOR, teu Deus, te abençoará na terra à qual passas para possuí-la. Porém, se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido, e te inclinares a outros deuses, e os servires, então, hoje, te declaro que, certamente, perecerás; não permanecerás longo tempo na terra à qual vais, passando o Jordão, para a possuíres. Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando o SENHOR, teu Deus, dando ouvidos à sua voz e apegando-te a ele; pois disto depende a tua vida e a tua longevidade; para que habites na terra que o SENHOR, sob juramento, prometeu dar a teus pais, Abraão, Isaque e  (Deu 30:1-20 ARA)

Esse blog é dedicação à pregação da Bíblica como Palavra de Deus numa perspectiva adventista do sétimo dia. Aqui existem centenas de imagens, vídeos, textos, áudios com conteúdo espiritual pautado nas Escrituras. Levamos a sério tanto a Bíblia Hebraica (Antigo Testamento) como os escritos da Nova Aliança (Novo Testamento) e cremos que eles testificam da pessoa de Cristo como o centro e foco da história do universo.
Nosso alvo é levar educação bíblico-cristã a todos os leitores que passem por esse espaço virtual em busca de mais conhecimento pelo Evangelho. O blog não tem sido atualizado há algum tempo mas voltará a sê-lo no futuro breve. Desejo que a graça de Deus, em Jesus Cristo, abençoe, ilumine e salve a todos e que estejamos prontos para o seu breve retorno nas nuvens do céu!

Maranata!

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Pratique o que você prega! Mas então, quem pode pregar?!

Não ouvistes vós as palavras que o SENHOR pregou pelo ministério dos profetas que nos precederam (Zacarias 7:7)

Para ouvir esse sermão clique em Play


Nessa mensagem eu trato da questão sobre a fidelidade do pregador em relação àquilo que ele prega em termos doutrinários. Esse é um dos temas mais importantes da vida daqueles que se dedicam à missão de ensinar o Evangelho ao mundo, uma vez que a coerência entre teoria e prática é muito importante na vida daquele que crê no Evangelho e lhe ensina ao mundo pela pregação.


Graça e Paz!!!

Zacarias 7

No quarto ano do rei Dario, veio a palavra do SENHOR a Zacarias, no dia quarto do nono mês, que é quisleu. Quando de Betel foram enviados Sarezer, e Regém-Meleque, e seus homens, para suplicarem o favor do SENHOR, perguntaram aos sacerdotes, que estavam na Casa do SENHOR dos Exércitos, e aos profetas: Continuaremos nós a chorar, com jejum, no quinto mês, como temos feito por tantos anos? Então, a palavra do SENHOR dos Exércitos me veio a mim, dizendo: Fala a todo o povo desta terra e aos sacerdotes: Quando jejuastes e pranteastes, no quinto e no sétimo mês, durante estes setenta anos, acaso, foi para mim que jejuastes, com efeito, para mim Quando comeis e bebeis, não é para vós mesmos que comeis e bebeis? Não ouvistes vós as palavras que o SENHOR pregou pelo ministério dos profetas que nos precederam, quando Jerusalém estava habitada e em paz com as suas cidades ao redor dela, e o Sul e a campina eram habitados? A palavra do SENHOR veio a Zacarias, dizendo: Assim falara o SENHOR dos Exércitos: Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e misericórdia, cada um a seu irmão; não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente cada um, em seu coração, o mal contra o seu próximo. Eles, porém, não quiseram atender e, rebeldes, me deram as costas e ensurdeceram os ouvidos, para que não ouvissem. Sim, fizeram o seu coração duro como diamante, para que não ouvissem a lei, nem as palavras que o SENHOR dos Exércitos enviara pelo seu Espírito, mediante os profetas que nos precederam; daí veio a grande ira do SENHOR dos Exércitos. Visto que eu clamei, e eles não me ouviram, eles também clamaram, e eu não os ouvi, diz o SENHOR dos Exércitos. Espalhei-os com um turbilhão por entre todas as nações que eles não conheceram; e a terra foi assolada atrás deles, de sorte que ninguém passava por ela, nem voltava; porque da terra desejável fizeram uma desolação. (Zacarias 7:1-14)

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

10 maneiras de glorificar a Deus no cinema

Esse texto despretensioso não tem por objetivo discutir se o cristão “deve” (ou não) ir ao cinema, nem incentivar ninguém a ir. Esse texto simplesmente pressupõe que muitos cristãos, inclusive adventistas do sétimo dia, vão ao cinema e diante desse fato eu escrevi sobre 10 maneiras de glorificar a Deus nesse famigerado ambiente de cultura e entretenimento. Essa lista não é, nem de longe, exaustiva, mas representativa dos princípios gerais que devem nortear o consumo de praticamente qualquer produção midiática feita num mundo caído.

1- Se você vai ao cinema, decida de antemão a jamais “divinizar” a indústria do cinema, sua filosofia ou estilo de vida ou seus diretores, atores e atrizes. Eles não podem nem devem guiar sua vida e exigir sua devoção acima de qualquer coisa. Essa indústria é humana e imperfeita como tudo o que é humano é imperfeito. Somente o verdadeiro Deus é digno de ser o centro de nossa adoração (Ne 9:6) e somente Ele é capaz de oferecer sentido seguro à nossa existência (Sl 48:14). Nunca troque sua relação com Deus por NADA nem NINGUÉM.

2- No cinema, percebe-se as “imagens” idealizadas por seus criadores de forma a fundamentarem e refletirem seus conceitos de: sucesso; alegria; poder; medo; beleza e inúmeros outros. Mesmo conceitos mais complexos e profundos como: moralidade, ética, geopolítica, psicologia, filosofia e teologia são retratados de muitas formas por tal indústria, a maioria delas enviesadas numa direção contrária à da cosmovisão bíblica. Ainda que você vá ao cinema regularmente (ou não tanto) jamais aceite quaisquer “imagens” acriticamente e jamais confunda o bem e o mal (Is 5:20). Compreenda a cada uma delas da melhor forma possível e as rejeite e denuncie sempre que estiverem em contradição com a verdade revelada por Deus através de sua Palavra, de seu Filho e de seu Espírito.

3- Quem vai ao cinema não demora a perceber que Deus é um “tema” quase sempre presente nos filmes de forma explícita, mas perceberá também que frequentemente Ele é retratado de forma irreverente e/ou blasfema. Essa é uma das maiores razões para que o cristão pense e repense sua “comunhão” com essa indústria em sentido geral, mas tal não implica em que seja necessário rejeitar por completo a ida ao cinema. A Bíblia também traz descrição de pessoas tolas que negam a existência de Deus (Sl 14:1) ou de inimigos que lhe blasfemam o nome (Sl 74:18), e nem por isso rejeitamos ler a Bíblia para evitarmos entrar em contato com esse tipo de ideia a fim de que elas “não nos influenciem” a nós mesmos negarmos a existência do Senhor ou lhe blasfemarmos o nome. Assim como somos capazes de ler descrições de ações pecaminosas sem nos tornarmos escravas delas por esse simples fato, também somos capazes de ver filmes que retratem pecados sem nos tornarmos escravos desses mesmos pecados por causa disso, para tal resultado seria necessário que houvesse submissão voluntária nessa direção (Rm 6:16).

4- Compre seu ingresso de cinema com dinheiro ganho sem precisar transgredir a lei de Deus. Ou seja, além de não ganhar seu dinheiro com criminalidade e/ou pecados em geral (especialmente roubo e mentira, os mais comuns em relação a esse tema), lembre-se de ordenar a sua vida no ritmo de seis dias de trabalho e tendo o sábado do sétimo dia de descanso, conforme a ordem do Senhor que criou o mundo em seis dias e descansou no sétimo (Ex 20:8-11), e então desfrute do que seu dinheiro pode te oferecer para a glória do Deus vivo.

5- No cinema se retrata tudo (ou quase tudo) o que é humano. Hollywood também tem sua visão sobre família, sendo essa uma área extremamente complexa da nossa existência. Existem muitas dinâmicas potencialmente complicadas nas relações familiares e o cinema explora isso com grande apelo emocional e social. Além disso, a superação de valores tradicionais é uma faca de dois gumes que é muito complexa de ser avaliada nesse contexto aqui. Por um lado, é óbvio que nenhuma família ou nenhum conjunto de valores ou relacionamentos familiares é absolutamente ideal em todas as suas manifestações, de forma que frequentemente podemos e devemos ir além das tradições familiares em nossa busca por identidade e liberdade. Ainda assim, a total rejeição de tudo o que é “tradicional” pode fazer com que pessoas rejeitem o próprio fundamento da civilização em troca de uma busca por libertinagem irrestrita em torno da satisfação do egoísmo natural do pecador cuja malícia lhe “subverte” (Pv 13:6). A dinâmica social em torno desses temas é ampla e devemos estar alertas para que as filosofias, práticas e ideais de uma indústria que visa acima de tudo o lucro não venham a bagunçar o fundamento de nossa sobrevivência, convivência, respeito e amor no contexto familiar.

6- Quando for ao cinema tente vencer uma espécie de ciclo vicioso no qual muitos caem que é o de se empanturrar de “porcarias” que lhe enchem o estômago enquanto o filme enche a sua mente. Talvez você devesse levar petiscos e bebidas o mais saudáveis possíveis para curtir a sessão escolhida para a glória de Deus (1 Co 10:31). Lembrando que o próprio Supremo Tribunal Federal do país já decidiu que você pode levar para dentro do cinema o que você quiser comer sem precisar comprar lá o que lhe apetecer.

7- O cinema é uma arte que envolve fortemente a questão da imagem e, sendo assim, é natural que a exploração da beleza e sensualidade de atores e atrizes seja um dos principais chamarizes dessa poderosa indústria. Antes de rejeitar o cinema como culpado por gerar o “pecado sexual”, porém, deve ser fácil entender que as dificuldades humanas com a sexualidade não dependem desse tipo de mecanismo de propagação para existir. O livro de Gênesis é recheado de histórias de promiscuidade e pecado sexual nível “hard core”. Naquela época o mundo ainda estava muito longe de conhecer a sétima arte, mas já era expert em transgressão do sétimo mandamento da lei de Deus (Ex 20:15). Obviamente que precisamos cuidar com a excitação de nossa natureza carnal em torno do tema (Mt 5:28), mas isso não é um problema somente para quem vai ao cinema, mas também para quem vai à praia ou ao centro da cidade, ou a uma festa de familiares e amigos, ou a quem vê televisão ou acessa a internet. Em resumo, a sexualidade é um “problema” de quem está vivo no planeta terra, independentemente do cinema. Glorificar a Deus na sexualidade é um desafio para todos.

8- A glamourização da parte do cinema da violência ou de estilos de vida desordenados de uma forma geral (uso de drogas lícitas ou ilícitas, aceitação do roubo, da mentira, do adultério, da zombaria e de muitas espécies de males) é um retrato vívido da decadência do ser humano. Somos uma raça que aparentemente se orgulha de sua própria miséria. Essa realidade (aliada àquela descrita no terceiro ponto) é a mais forte razão para que o cinema perca seu brilho e encanto na vida do cristão. Ainda que não precisemos e nem devamos atribuir à ida ao cinema o status de ”pecado” (cf. Rm 4:15), sabemos que não há comunhão entre o certo e o errado (2 Co 6:15). Obviamente, também é verdade que nada é tão simples que não possa ser complicado. A Bíblia é um livro CHEIO de descrições de violência, imoralidade sexual, traição e maldades geral. Como um exemplo simples desse tipo de enredo na Bíblia eu proponho uma ilustração (saibam de antemão que sou péssimo em ilustrações, mas de vez em quando eu tento ilustrar... rsrs). Se tornássemos passagens bíblicas em filmes, uma das principais produções de toda a história se chamaria “a hora do poder das trevas”, um filme de terror estrelando Jesus Cristo, torturado e morto numa cruz (cf. Lc 22:53)! Se as pessoas não pudessem ir ao cinema pela necessidade de se afastarem de “ter comunhão” com quaisquer histórias violentas e negativas e ruins, elas deveriam enxergar que a Bíblia, mais cedo ou mais tarde, deverá ser tomada como um livro impróprio por gerar imaginações e contato com histórias que descrevem profundo pecado e maldade em amplas direções. As pessoas podem ir ao cinema para a glória de Deus tanto quanto podem ler a Bíblia para a glória de Deus, sempre buscando em tudo discernir a natureza essencial do que é negativo (Hb 5:14) para poder aprender a vencer o mal com o bem (Rm 12:21).

9- Algumas pessoas defendem que é impossível “glorificar a Deus no cinema” pelo fato de que essa indústria vive da “mentira” ou “ficção”. Antes de dar um cheque mate no cinema em nome dessa situação, quem assim argumenta deveria admitir que a Bíblia contém “ficção”, rejeitaremos a ela também? Juízes 9:8-15 fala das árvores decidindo qual delas deveria reinar entre elas, Lucas 16:19-25 retrata uma conversa envolvendo pessoas que já morreram, as parábolas do Antigo e Novo Testamentos contam histórias irreais com aplicações espirituais diversas. A ficção faz parte da vida humana em inúmeros contextos e não deve ser rejeitada simplesmente por “representar” a realidade. A fantasia pode ser um problema para pessoas muito imaginativas e pouco práticas, especialmente diante de quadros de fragilidade ou patologia psicológica, mas mais uma vez o problema não é o cinema em si, mas a fraqueza humana de tais e tais pessoas. Recomendo a realidade acima da ficção, sempre, mesmo porque frequentemente a vida supera a arte, mas a representação da vida faz parte da arte e pode ensinar muitas coisas a quem esteja disposto a aprender.

10- Deus é glorificado no cinema quando seu povo avalia qualquer conteúdo nele veiculado à luz de sua Palavra (Jo 17:17) e faz disso um exercício para se tornar mais e mais seletivo e consciente em relação a toda mídia que consome em todo e qualquer ambiente ou circunstância ou momento de sua peregrinação neste mundo, tudo para louvor da graça de Deus em Cristo Jesus (Ef 1:3-6)!

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domingo, 22 de janeiro de 2017

A salvação na última crise da terra (sermão em áudio)

Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos. (Apocalipse 13:10)

Para ouvir esse sermão clique em Play


O livro do Apocalipse, em especial no capítulo 13, profetiza uma grande crise sobre a face da terra. Esse fato por si só simplesmente gera medo e ansiedade nas pessoas, mas a revelação não nos foi dada com esse objetivo. Nessa mensagem estudaremos sobre a salvação na última crise da terra, venha ela quando vier.


Graça e paz!

Apocalipse 13

Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia. A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade. Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta; e adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta; também adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela? Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses; e abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu. Foi-lhe dado, também, que pelejasse contra os santos e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação; e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Se alguém tem ouvidos, ouça. Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai. Se alguém matar à espada, necessário é que seja morto à espada. Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos. Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão. Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada. Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens. Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu; e lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta. A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis.

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sábado, 22 de outubro de 2016

Decepcionados com Deus: 1844 e além (Sermão em áudio)

"Até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado"
(Daniel 8:14)

Para ouviu esse sermão apenas clique em Play


Nessa mensagem eu exploro a profecia das 2.300 tardes e manhãs e questões relativas às decepções que as pessoas têm em relação àquilo que elas gostariam que Deus fizesse, mas não faz. Espero que essa mensagem seja relevante para a edificação da igreja. Essa mensagem foi pregada no dia 22 de outubro de 2014 na igreja da Asa Branca, Porto Alegre-RS.

Faça o Download dessa mensagem aqui!!!

Graça e Paz!

Daniel 8

No ano terceiro do reinado do rei Belsazar, eu, Daniel, tive uma visão depois daquela que eu tivera a princípio. Quando a visão me veio, pareceu-me estar eu na cidadela de Susã, que é província de Elão, e vi que estava junto ao rio Ulai. Então, levantei os olhos e vi, e eis que, diante do rio, estava um carneiro, o qual tinha dois chifres, e os dois chifres eram altos, mas um, mais alto do que o outro; e o mais alto subiu por último. Vi que o carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte, e para o sul; e nenhum dos animais lhe podia resistir, nem havia quem pudesse livrar-se do seu poder; ele, porém, fazia segundo a sua vontade e, assim, se engrandecia. Estando eu observando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; este bode tinha um chifre notável entre os olhos; dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres, o qual eu tinha visto diante do rio; e correu contra ele com todo o seu furioso poder. Vi-o chegar perto do carneiro, e, enfurecido contra ele, o feriu e lhe quebrou os dois chifres, pois não havia força no carneiro para lhe resistir; e o bode o lançou por terra e o pisou aos pés, e não houve quem pudesse livrar o carneiro do poder dele. O bode se engrandeceu sobremaneira; e, na sua força, quebrou-se-lhe o grande chifre, e em seu lugar saíram quatro chifres notáveis, para os quatro ventos do céu. De um dos chifres saiu um chifre pequeno e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa. Cresceu até atingir o exército dos céus; a alguns do exército e das estrelas lançou por terra e os pisou. Sim, engrandeceu-se até ao príncipe do exército; dele tirou o sacrifício diário e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo. O exército lhe foi entregue, com o sacrifício diário, por causa das transgressões; e deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou. Depois, ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados? Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado. Havendo eu, Daniel, tido a visão, procurei entendê-la, e eis que se me apresentou diante uma como aparência de homem. E ouvi uma voz de homem de entre as margens do Ulai, a qual gritou e disse: Gabriel, dá a entender a este a visão. Veio, pois, para perto donde eu estava; ao chegar ele, fiquei amedrontado e prostrei-me com o rosto em terra; mas ele me disse: Entende, filho do homem, pois esta visão se refere ao tempo do fim. Falava ele comigo quando caí sem sentidos, rosto em terra; ele, porém, me tocou e me pôs em pé no lugar onde eu me achava; e disse: Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira, porque esta visão se refere ao tempo determinado do fim. Aquele carneiro com dois chifres, que viste, são os reis da Média e da Pérsia; mas o bode peludo é o rei da Grécia; o chifre grande entre os olhos é o primeiro rei; o ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão deste povo, mas não com força igual à que ele tinha. Mas, no fim do seu reinado, quando os prevaricadores acabarem, levantar-se-á um rei de feroz catadura e especialista em intrigas. Grande é o seu poder, mas não por sua própria força; causará estupendas destruições, prosperará e fará o que lhe aprouver; destruirá os poderosos e o povo santo. Por sua astúcia nos seus empreendimentos, fará prosperar o engano, no seu coração se engrandecerá e destruirá a muitos que vivem despreocupadamente; levantar-se-á contra o Príncipe dos príncipes, mas será quebrado sem esforço de mãos humanas. A visão da tarde e da manhã, que foi dita, é verdadeira; tu, porém, preserva a visão, porque se refere a dias ainda mui distantes. Eu, Daniel, enfraqueci e estive enfermo alguns dias; então, me levantei e tratei dos negócios do rei. Espantava-me com a visão, e não havia quem a entendesse.

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sábado, 11 de junho de 2016

O sexo que agrada o cônjuge e a música que agrada a Deus (sermão em áudio)

"Porque o SENHOR tem piedade de Sião; terá piedade de todos os lugares assolados dela, e fará o seu deserto como o Éden, e a sua solidão, como o jardim do SENHOR; regozijo e alegria se acharão nela, ações de graças e som de música." 
(Isaías 51:3)

Para ouvir esse sermão apenas clique em Play

Nessa mensagem eu exploro dois temas complicados entre alguns cristãos. A questão da sexualidade e a questão da música. Meu desejo é esclarecer que tais temas são presentes na Bíblia e são importantes, mas existem limites em sua compreensão e aplicação em cada caso particular. Muitas questões a respeito dos dois assuntos são deixados à consciência de cada pessoa e não são objeto de revelação específica.
 Isso indica que os cristãos não devem forçar seu entendimento específico sobre tais realidades indiscriminadamente, pois Deus não colocou tal encargo sobre nenhum ser humano.


Graça e Paz!!!

Esse blog é dedicação à pregação da Bíblica como Palavra de Deus numa perspectiva adventista do sétimo dia. Aqui existem centenas de imagens, vídeos, textos, áudios com conteúdo espiritual pautado nas Escrituras. Levamos a sério tanto a Bíblia Hebraica (Antigo Testamento) como os escritos da Nova Aliança (Novo Testamento) e cremos que eles testificam da pessoa de Cristo como o centro e foco da história do universo.
Nosso alvo é levar educação bíblico-cristã a todos os leitores que passem por esse espaço virtual em busca de mais conhecimento pelo Evangelho. O blog não tem sido atualizado há algum tempo mas voltará a sê-lo no futuro breve. Desejo que a graça de Deus, em Jesus Cristo, abençoe, ilumine e salve a todos e que estejamos prontos para o seu breve retorno nas nuvens do céu!

Maranata!

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quarta-feira, 4 de maio de 2016

A unidade da igreja e a diversidade de opiniões

"...a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste..." (João 17:21)

Para ouvir esse sermão clique em Play


A unidade da igreja, pela qual Cristo orou, é uma das questões mais sensíveis num mundo cristão dividido de inúmeras formas. Nessa mensagem exploro a questão da unidade da igreja à luz da diversidade de opiniões sobre tantas coisas entre seus líderes e membros. Espero que essa mensagem seja veículo de edificação de todos os que a ouvirem.


Graça e Paz!

João 17

Tendo Jesus falado estas coisas, levantou os olhos ao céu e disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que o Filho te glorifique a ti, assim como lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste. E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer; e, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo. Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra. Agora, eles reconhecem que todas as coisas que me tens dado provêm de ti; porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste, e eles as receberam, e verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste. É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus; ora, todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e, neles, eu sou glorificado. Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós. Quando eu estava com eles, guardava-os no teu nome, que me deste, e protegi-os, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura. Mas, agora, vou para junto de ti e isto falo no mundo para que eles tenham o meu gozo completo em si mesmos. Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou. Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. E a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade. Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim. Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo. Pai justo, o mundo não te conheceu; eu, porém, te conheci, e também estes compreenderam que tu me enviaste. Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja.

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terça-feira, 3 de maio de 2016

O Homossexualismo é um sinal do fim do mundo?

"Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação." 
(Levítico 18:22)
Sempre que o movimento LGBT busca afirmar sua ideologia e práticas em meio a uma sociedade majoritariamente heterossexual, surgem polêmicas e questões diversas.
Os mais politizados estão ouriçados com a situação atual do Brasil e dizem que tudo é culpa dos "esquerdopatas", referindo-se à comunhão entre partidos políticos de esquerda e a defesa incondicional de minorias como os homossexuais, por exemplo. Já entre os mais religiosos, frequentemente se aponta que o crescimento da homossexualidade, que segundo me consta atinge menos de 10% da população mundial, é uma forma de profecia sobre o fim do mundo.

O ponto é que regulamentos sociais ou religiosos sobre homossexualidade são muito antigos, mesmo na Bíblia, que trata do tema explicitamente no livro de Levítico, escrito há cerca de 3.500 anos atrás... Aparentemente, então, fim do mundo começou há muito tempo atrás! 
Obviamente não faria sentido haver regulação de um "problema" inexistente, mostrando que a homossexualidade era objeto de preocupação do povo de Deus desde "sempre", não apenas no fim de todas as coisas. Só se combate uma situação que existe, haja visto o silêncio absoluto da Bíblia a respeito da relevantíssima necessidade de impeachment de uma presidente por "pedaladas fiscais" que quebram um país economicamente (alguns acrescentariam que a Palavra de Deus nada diz a respeito desse ponto específico mas "deveria"). A Bíblia nada fala sobre impeachment (muito menos sobre um fantasioso golpe) em um estado democrático de direito, pois tal sistema de coisas não fazia parte da realidade do mundo no momento de sua produção, apesar do mandamento "não furtarás" já estar cravado nas tábuas de pedra escritas pelo dedo de Deus há milênios.
Mas voltando ao tema do post, a disney está sofrendo influência e pressão da comunidade LGBT para tornar um de seus sucessos recentes em representante da causa homossexual, mas isso não é exata e necessariamente o fim o mundo, talvez seja apenas o começo de um monte de mi mi mi.
Enquanto isso, o amor continua a se esfria de "quase todos" (Mt 24:12), menos dos verdadeiros discípulos de Jesus (Jo 13:34-35).
Graça e Paz!

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sábado, 23 de abril de 2016

Cuidado com a aparência do bem (sermão em áudio)

"Abstende-vos de toda aparência do mal"
1 Tessalonicenses 5:22

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Nesse sermão eu exploro a lógica de 1 Tessalonicenses 5:22 ao contrário. Ao invés de falar do "mal", porém, eu falo do potencial negativo da "aparência do bem", coisa com a qual a maioria das pessoas não se preocupa. Espero que esse sermão seja útil para a edificação da igreja


Graça e Paz!

Esse blog é dedicação à pregação da Bíblica como Palavra de Deus numa perspectiva adventista do sétimo dia. Aqui existem centenas de imagens, vídeos, textos, áudios com conteúdo espiritual pautado nas Escrituras. Levamos a sério tanto a Bíblia Hebraica (Antigo Testamento) como os escritos da Nova Aliança (Novo Testamento) e cremos que eles testificam da pessoa de Cristo como o centro e foco da história do universo.
Nosso alvo é levar educação bíblico-cristã a todos os leitores que passem por esse espaço virtual em busca de mais conhecimento pelo Evangelho. O blog não tem sido atualizado há algum tempo mas voltará a sê-lo no futuro breve. Desejo que a graça de Deus, em Jesus Cristo, abençoe, ilumine e salve a todos e que estejamos prontos para o seu breve retorno nas nuvens do céu!

Maranata!

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sexta-feira, 22 de abril de 2016

Reforma política, Trindade e negação do EU

"considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus." 
(Romanos 6:11)

Reforma política, Trindade e negação do EU.
Pensando hoje na situação social e política de nosso país, percebo que tenho refletido em temas interligados que jamais me ocorreram antes dessa situação tão dramática em meio ao turbilhão dessa crise sem precedentes.
Vendo um programa onde Alexandre Garcia entrevistada um senador (PT) e uma senadora (PMDB) a respeito do prosseguimento do processo de impeachment no senado fui lembrado que todos os presidentes desde FHC têm falado em "reforma política", mas o tema não sai do papel, sendo bem mais lento que o processo de Eduardo Cunha na Câmara dos deputados (o mais lento de toda a história).
Qual a razão principal?
As maiores bancadas são decisivas para a aprovação de qualquer projeto e uma reforma política que torne nosso país melhor representado e melhor governado implica em que tais partidoes/bancadas cortem na própria carne e isso ninguém quer fazer!
Estudando o livro de Dorothy Sayers sobre "a mente do Criador" (http://www.erealizacoes.com.br/produto/a-mente-do-criador) tenho refletido sobre a natureza trinitária da criatividade humana e hoje pensei algumas coisas a respeito de uma estrutura trinitária na divisão entre nossos três poderes na república federativa do Brasil em seu estado democrático de direito.
O que eu pensei a partir disso?
Houve um "poder" que cortou em sua própria carne. Jesus (tão poderoso quando o Pai e o Espírito Santo) fez o que ninguém no poder quer fazer, perder. Perder privilégio, perder honra, mesmo perder paz, prazer ou acima de tudo perder a vida.
Nessa atitude Jesus demonstrou não somente um ótimo exemplo, mas a radical diferença entre a lógica e postura humana e divina diante das coisas. Enquanto cada um tenta proteger seus benefícios de todas as formas, Jesus se expôs a não ter onde reclinar a cabeça e depois à cruz.
O resultado da atitude de Cristo vai além de criar "governabilidade", ele cria redenção para aquilo que de outra forma não tem perdão.
Nosso país não tem solução nem perdão enquanto proteger e celebrar o egoísmo humano que a tudo corrompe.
Se o nosso país decidir cortar na própria carne e especialmente se os ricos e poderosos entenderem que não é possível que toda a sociedade viva bem numa estrutura tão injusta e tomem decisões que limitem sua riqueza e militem contra a ganância desenfreada, talvez haja solução se agirmos de forma competente e continuada a partir de ontem.
A solução, porém, esbarra ou é absolutamente impedida na dificuldade em que cada um tem para "morrer". Não falo da morte natural, mas a morte espiritual para o pecado além da qual nenhum compromisso há com o egoísmo até então reinante.
Se houver uma morte para o eu da parte dos poderosos, pode ser que haja uma reforma política, de outra forma, não adiantará NADA mudarmos nossa presidente Dilma por um presidente Temer que além de certa dignidade e esperança restaure pelo menos o uso básico do vernáculo nos limites do território nacional. Caso seja só isso o que o "novo governo" tenha a oferecer, pouquíssima coisa vai melhorar de verdade e a única solução será o fim do mundo.
Politicamente, creio ser possível inspirar a sociedade com princípios espirituais tais que freiem uma maior iniquidade enquanto Jesus não vem, mas não creio que o mundo se converterá.
Resta-nos ser uma igreja que prega o Evangelho com vistas à salvação de indivíduos que tenham coragem de morrer para o EU, e não devemos converter o corpo de Cristo numa entidade política que se iluda com a morte para o EU de poderosos que, então, de posse da verdade do Evangelho possam agir para diminuir injustiças mil.
As injustiças em nosso país não são terríveis apenas pelo quadro moral que proporcionam em nível teórico, mas pela miséria prática que tal postura gera em muitos sentidos apesar de sermos uma das nações mais ricas de todo o mundo. E o Evangelho é única solução eficaz!
Att, Pr. Ezequiel Gomes

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sábado, 27 de fevereiro de 2016

Perfeccionismo X Nova Teologia – Uma discussão em perspectiva

A igreja de Cristo na Terra será imperfeita, mas Deus não destrói Sua igreja por causa de sua imperfeição.
(EGW, A igreja remanescente, p. 42)

“Perfeccionismo” Versus “Nova Teologia” – Uma discussão em perspectiva.

Minha história pessoal com o tema

Desde que Jesus Cristo me alcançou, eu aprendi muita coisa que eu não sabia. Além disso, tornei-me uma pessoa muito melhor que era, apesar de permanecer até hoje um ser humano muito ruim, imaginem então como que eu era antes desse encontro! Mas de tudo que aprendi como cristão adventista um assunto me chamou mais a atenção do que os outros (sem fazer juízo de valor sobre temas diferentes), o tema da perfeição cristã, especialmente à luz da ideia do fechamento da porta da graça. Esse tema concentrou grande parte do meu interesse teológico e dos meus esforços acadêmicos desde há muitos anos até hoje.

Houve um tempo (entre seis e três anos atrás, mais ou menos) onde eu discutia quase que diariamente esse assunto na internet de maneira geral com pessoas que pensam de forma diferente de mim, várias delas. Nesse processo aprendi muito sobre a teologia pós-lapsariana e sobre as pessoas por detrás dessa teologia. Não que as muitas pessoas diferentes que crêem nessa ideia sejam todas iguais, longe disso, mas os padrões de pensamento e construção teológica não variam muito nas discussões específicas, então já li, vi e ouvi repetidamente os mesmos argumentos sendo colocados por pessoas diferentes em contextos diferentes a fim de defender uma e a mesma ideia, podemos (ou poderemos em breve) viver sem cometer pecado.

A ideia em si (viver sem pecar) não me foi inicialmente repulsiva quando comecei a entrar em contato com ela, mas a forma de se defender essa possibilidade sempre me pareceu, no mínimo, insatisfatória. O maior responsável humano por minha ojeriza pelo perfeccionismo foi um ex-professor de teologia no IAENE (instituto adventista de ensino do Nordeste) extremamente culto, gente fina acima da média dos pastores professores de teologia e alguém radicalmente ancorado nas questões básicas dessa ideia no adventismo. O nome dele era Joaquim de Azevedo. Ele defendia dentro e fora do SALT (seminário latino americano de teologia) a natureza pecaminosa de Cristo e “idêntica” à nossa natureza, a vitória completa sobre o pecado antes e/ou após o fechamento da porta da graça e a possibilidade de atingirmos genuína “perfeição”.

Eu era novo na igreja quando cheguei ao seminário de teologia e não tinha o menor preconceito contra tais ideias, as avaliei sempre com a seriedade que elas merecem. Mas nesse processo uma coisa em especial me chamou a atenção, sempre tive a impressão de que essa ideia toda incluía a defesa de um ponto de vista um pouco estranho. E o ponto é o seguinte:

As pessoas pecam e são imperfeitas “porque querem pecar e ser imperfeitas” por sua rebeldia deliberada em aceitar “a verdade” (venha ela da Bíblia ou de EGW, com ênfase especial nessa segunda fonte de autoridade).

Essa impressão foi a primeira razão que me fez questionar as teorias do professor supracitado e tudo o que elas representam na IASD.

Logo, entretanto, eu entendi que a visão dele não era a única visão dentro da igreja e tive especialmente um professor radicalmente contra todo esse “perfeccionismo” do Joaquim. O nome dele era Luis Nunes. Um pastor inspirador por sua forma contundente de pregar o Evangelho. Um excelente ganhador de almas, batizou milhares de pessoas através de sua atuação evangelística na época em que não era professor. Ele foi uma grande influência na minha vida.

Isso tudo ocorreu há quase 10 anos atrás (estudei no IAENE entre 2007 e 2008) e me fez pensar muitas coisas sobre muitas coisas. Sempre li muito e sempre fui alguém com pensamento crítico e dediquei-me a aprender esse assunto especificamente. Nesse processo todo, amadureci imensamente como cristão e como líder da igreja e a partir da construção das minhas próprias convicções sobre o assunto é que passei a defender a verdade e a atacar o erro sendo fiel à minha consciência baseada na Bíblia acima de tudo. Hoje, provável e possivelmente sou o pastor brasileiro que mais produziu materiais em áudio sobre esse assunto em geral em todo o território da DSA, mesmo sendo iniciante no ministério adventista.

Através de minha postura sobre o tema fiz muitos amigos e alguns inimigos, mas não por vontade própria. Hoje, há quem me ame e há quem me deteste. Há quem creia que eu sou usado por Deus e há quem creia que eu sou usado pelo Diabo. Mas as discussões sobre esse assunto precisam ser supra-pessoais. Não estamos numa luta de Joaquim contra Luis Nunes, nem de Perfeccionistas malignos contra Pecadores contumazes. A luta em torno desse assunto é uma luta em torno da verdade bíblica a respeito da humanidade, do pecado, de Cristo, da salvação e do fim do mundo.

No passado, quando eu discutia esse assunto e perdia muito tempo com ele nas redes sociais, tive posts que chegaram a ter mil comentários. Centenas ou milhares de textos bíblicos e de EGW eram colocados aliados a centenas ou milhares de argumentos. Com esse tipo de embate eu comecei a amadurecer minha abordagem e quando eu comecei a aprender a combater essa ideia de forma mais efetiva, contundente e potencialmente séria, aqueles que tentavam me converter para “a verdade da vitória contra o pecado” começaram a tentar a prejudicar meu ministério por meios que só mesmo o inferno conhece e admite. Isso me mostrou como é que é a tal vitória contra o pecado e perfeição na prática.

Ver amplamente como essa ideia toda funciona na teoria e na prática me fez perder parte de minha proverbial paciência com essa discussão e tenho estado, em grande medida longe dela, já há uns 2-3 anos. Mesmo assim, eu sou apaixonado por esse assunto e esporadicamente voltei nos últimos 2-3 meses a postar coisas sobre isso e a discutir com amigos que têm acreditado nessa ideia. Tem sido bom, mas sinto o chamado a colocar as questões em torno dessa discussão em termos mais claros para o benefício e instrução daqueles que desconhecem a teoria e as implicações práticas dessa longa briga hermenêutica dentro da IASD. A isso me dedicarei brevemente no que se segue.

Contextualizando os descontextualizados

Na última quinta feira (25/02) publiquei uma breve provocação no facebook dizendo assim: “Gente! Descobri que a ‘Nova Teologia’ adventista mudou a compreensão tradicional e unânime da cristologia da igreja a partir de 1950 com a publicação do livro Questões sobre doutrina e agora ensinam erroneamente que não podemos guardar a lei de Deus e que somos pecadores (quantos absurdos!!!), vê se pode?”
E abaixo coloquei a citação:
“ela (a lei) não podia justificar o homem, porque em sua natureza pecaminosa este não a poderia guardar”
Ellen G. White, 1890
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Algumas pessoas escreveram pontos de interrogações nos comentários (???), mas eu estava sem tempo naquele momento de explicar a piada. Limitei-me a dizer que aquilo se tratava de uma “treta sem fim”.
Então, abaixo recebi uma resposta longa e desafiadora de um amigo pós-lapsariano, chamado Juliano, dizendo assim:
______________________________________________

Ezequiel, o texto supracitado, como muitas vezes faz, foi retirado do contexto ou não? Por vezes, você acusa outros, até mesmo colegas de ministério, de desonestidade por descontextualizar. Porém, mais uma vez você cometeu a mesma infração, o que me leva a lembrar da admoestação em Mateus 7:1-3.

O trecho citado podemos encontrar em Patriarcas e profetas, p. 268. Recomendo que se leia o capítulo, porque ele afirma exatamente o contrário do seu exposto. Para não delongar, aqui apenas postarei a parte anterior ao citado, para demonstrar:

“Havia, porém, uma verdade ainda maior a ser-lhes gravada na mente. Vivendo em meio de idolatria e corrupção, não tinham uma concepção verdadeira da santidade de Deus, da excessiva pecaminosidade de seu próprio coração, de sua completa incapacidade para, por si mesmos, prestar obediência à lei de Deus, e de sua necessidade de um Salvador. Tudo isto deveria ser-lhes ensinado.

Deus os levou ao Sinai; manifestou Sua glória; deu-lhes Sua lei, com promessa de grandes bênçãos sob condição de obediência: “Se diligentemente ouvirdes a Minha voz, e guardardes o Meu concerto, então [...] me sereis um reino sacerdotal e o povo santo.” Êx 19:5,6. O POVO NÃO COMPREENDIA A PECAMINOSIDADE DE SEUS CORAÇÕES, E QUE SEM CRISTO LHES ERA IMPOSSÍVEL GUARDAR A LEI DE DEUS; e prontamente entraram em concerto com Deus. Entendendo que eram capazes de estabelecer sua própria justiça, declararam: "Tudo o que o Senhor tem falado faremos, e obedeceremos." Êx 24:7. Haviam testemunhado a proclamação da lei, com terrível majestade, e tremeram aterrorizados diante do monte; e no entanto apenas algumas semanas se passaram antes que violassem seu concerto com Deus e se curvassem para adorar uma imagem esculpida. Não poderiam esperar o favor de Deus mediante um concerto que tinham violado; e agora, vendo sua índole pecaminosa e necessidade de perdão, foram levados a sentir que necessitavam do Salvador revelado no concerto abraâmico e prefigurado nas ofertas sacrificais. Agora, pela fé e amor, uniram-se a Deus como seu Libertador do cativeiro do pecado. Estavam então, preparados para apreciar as bênçãos do novo concerto.

As condições do "velho concerto" eram: Obedece e vive - "cumprindo-os [estatutos e juízos] o homem, viverá por eles" (Ez 20:11; Lv 18:5); mas "maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei". Dt 27:26. O "novo concerto" foi estabelecido com melhores promessas: promessas do perdão dos pecados, e da graça de Deus para renovar o coração, e levá-lo à harmonia com os princípios da lei de Deus. "Este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a Minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração. [...] Porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais Me lembrarei dos seus pecados." Jr 31:33 e 34.

A mesma lei que fora gravada em tábuas de pedra, é escrita pelo Espírito Santo nas tábuas do coração. Em vez de cuidarmos em estabelecer nossa própria justiça, aceitamos a justiça de Cristo. Seu sangue expia os nossos pecados. Sua obediência é aceita em nosso favor. Então o coração renovado pelo Espírito Santo produzirá os "frutos do Espírito". Mediante a graça de Cristo viveremos em obediência à lei de Deus, escrita em nosso coração. Tendo o Espírito de Cristo, andaremos como Ele andou. Pelo profeta Ele declarou a respeito de Si mesmo: "Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; sim, a tua lei está dentro do Meu coração." Sal. 40:8. E, quando esteve entre os homens, disse: "O Pai não Me tem deixado só, porque Eu faço sempre o que Lhe agrada." João 8:29.

O apóstolo Paulo apresenta claramente a relação entre a fé e a lei, no novo concerto. Diz ele: "Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo." Rm 5:1. "Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei." Rm 3:31. "Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne" - ou seja, ela não podia justificar o homem, porque em sua natureza pecaminosa este não a poderia guardar - "Deus, enviando o Seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito." Rom. 8:3, 4” (ênfase suprida)

Então como vemos na inspiração, ao vir o Filho em semelhança de carne pecaminosa (sem discutir a natureza dessa expressão paulina), e condenar o pecado na carne, foi tornado possível ao homem, pela graça de Deus, harmonizar-se com a vontade divina, cumprindo-se a justiça da lei em nós, “escrita pelo Espírito Santo nas tábuas do coração”. Bem sabemos o que significa “coração” nos idos da antiguidade. Israel já poderia ter esse benefício pela fé no Messias vindouro, mas falhou nisso. Por que repetir o mesmo erro hoje imputando impossibilidade?

Graça e Paz!
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As dúvidas daqueles que desconhecem a discussão aliadas às convicções e provocações do meu amigo indicam que esse tema precisa continuar a ser trabalhado entre os adventistas brasileiros.

Aproveitando a manifestação do Juliano outros, como o Marcell, também se aproveitaram para dizer coisas do tipo assim: “Ele [referindo-se a mim, Ezequiel] adora isolar essa frase de tudo que é texto do Espírito de Profecia para contradizer o que a própria EGW ensinou. Lamentável.”

A partir disso eu afirmei que iria responder às afirmações deles, mesmo diante do fato de que eles NUNCA respondem satisfatoriamente àquilo que se lhes pergunta. A reação do Juliano foi dizer que eles respondem sim, mas “não da forma como eu gostaria” e então o Marcell disse que a minha “tática” ao debater o assunto poderia ser resumida assim:

1) isolar passagens claras da Bíblia e do Espírito de Profecia;
2) distorcer o sentido para fazer crer que podemos viver uma vida pecaminosa e que a “graça” de Deus vai passar tudo por alto;
3) repetir a acusação de Satanás de que é impossível para os filhos de Adão obedecerem à lei de Deus;
4) fazer perguntas sem sentido para desviar do foco;
5) acusar os pós-lapsarianos de “perfeccionistas”; e
6) achar que está com a razão. Fim do debate.
Diante desse amplo contexto passo a me dedicar ao breve esclarecimento dos pontos principais desse debate cada vez mais atual.
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O que é contexto e o que é descontextualizar?

Juliano me pergunta se a frase “a lei não podia justificar o homem, pois em sua natureza pecaminosa este não a poderia guardar” não está “descontextualizada”. A partir dessa pergunta ele supõe que a resposta seja sim, além de supor que eu combato a descontextualização feita por “colegas de ministério” e que, por isso, eu deveria ler Matheus 7:1-3 e me envergonhar diante de minha terrível hipocrisia em ver os erros dos outros, mas não os meus.

Essa argumentação ignora milhares de problemas, vamos a alguns deles.

Juliano não nos oferece uma definição de “descontextualização”, não oferece um ou mais exemplos onde eu combato alguma forma de descontextualização e ainda ele pessoalmente descontextualiza os textos de EGW que citou e Matheus 7:1-3 para me acusar! Estranho, no mínimo!

Perguntemos: Qual é o contexto da citação de EGW que eu ofereci? Os parágrafos imediatamente anteriores e superiores ou o capítulo inteiro ou o livro inteiro ou a obra de EGW inteira? Creio que tudo isso faz parte do “contexto”, sendo assim, qualquer pessoa que retira uma frase, meia dúzia de parágrafos, um capítulo ou um livro do “contexto” da obra de EGW como um todo, envolvendo TUDO que ela escreveu, “descontextualiza” o que ela disse para se concentrar na discussão ou aplicação de ideias particulares presentes em determinados pontos de um texto escrito por ela.

Por exemplo. Na visão de “descontextualização” como “isolamento de passagens de um contexto imediato”, o próprio Juliano retira alguns parágrafos do capítulo “a lei e os concertos” e, nisso, ele “descontextualiza”, pois que ele não citou o capítulo inteiro!

E mesmo que ele tivesse citado o capítulo inteiro ainda teria “descontextualizado” o capítulo de uma obra maior, um livro, e mesmo que tivesse citado o livro inteiro teria “descontextualizado” esse livro de uma obra maior, o conjunto de todas as coisas que EGW jamais escreveu em toda sua vida.

Assim, se esse tipo de argumentação for correta e não podemos “descontextualizar”, então não podemos citar NENHUMA frase, parágrafo, capítulo ou livro de EGW em nenhuma discussão, pois teremos que citar tudo que ela escreveu (cem mil páginas) em cada post e discussão no facebook.

Mais um exemplo, se isolar frases de um texto maior e mais completo é sinônimo de descontextualizar, então separar Matheus 7:1-3 do restante do Evangelho de Matheus também é descontextualizar. E é isso que Juliano faz, ele cita apenas a parte do livro (7:1-3) que ele acha que é adequado aos propósitos imediatos dele e não cita os versos do final do capítulo 6 nem os próximos do capítulo 7 (aliás, Matheus 5-7 foram uma unidade, um só sermão da montanha).

É óbvio que a descontextualização de frases e ideias são frequentemente mal feitas e podem ser mal usadas (cf. Mt 4:5-6), mas isolar uma frase para discutir ou pregar sua ideia não é sinônimo de fazer isso. Posso fazer uma mensagem unicamente sobre Matheus 7:1-3 sem precisar ler e pregar o sermão da montanha inteiro em determinada ocasião, assim eu também posso citar essa frase de EGW sem precisar citar meia dúzia de parágrafos anteriores ou posteriores a título de “contextualização”.

A discussão precisa ser outra. Matheus 7:1-3 é um texto contraditório em relação a seu “contexto”, essa porção do texto isolada prega o “contrário” do que o sermão da montanha? Essas são as perguntas a serem feitas e se as respostas fossem positivas então teríamos contradição na palavra de Deus. Matheus 7:1-3 em contradição com 5:15, ou 6:9, ou 8:3 e assim por diante.

Com EGW é da mesma forma, se a informação que eu expus é CONTRADITÓRIA ao contexto, então há uma contradição em EGW, essa frase está em contradição com outra(s) frase(s) e assim por diante.
Minha convicção pessoal é que EGW não se contradiz e se eu estiver correto, a frase dela que prega a incapacidade do homem guardar a lei em função de sua natureza pecaminosa é verdadeira e as implicações disso são imensas para o pós-lapsarianismo.

Mas se alguém quiser defender que a frase dela é contraditória com o pensamento dela, que traga seus argumentos e se prepare para ensinar a igreja sobre quais frases de EGW são verdadeira daquelas que não são, uma vez que assim percebemos que não podemos confiar em tudo que EGW disse.
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O homem pode ser perfeito em guardar a lei e viver sem pecar? 
É isso mesmo?

Juliano termina sua provocação dizendo que a vinda de Cristo em semelhança de carne pecaminosa torna possível ao homem, pela graça de Deus, harmonizar-se com a vontade divina de forma que a lei de Deus é escrita no coração do homem.

Eu não tenho nenhuma objeção a essa lógica a menos que ela seja usava para pregar que Jesus capacitou o homem a viver absolutamente sem pecado após sua vinda, não é isso que vemos no Novo Testamento. João pecou após a vinda de Cristo (1 Jo 1:8; Ap 22:8-9), Paulo também (Rm 7:14-25), Pedro também (Gl 2) e Tiago também (Tg 3:2). Esses homens escreveram suas cartas bem depois que Cristo já tinha vindo em semelhança de carne pecaminosa e condenado o pecado na carne e capacitado o homem a ter a lei de Deus no coração, mas não vemos vitória absoluta contra o pecado na vida deles.

Além disso, a pergunta do Juliano: “Por que repetir o mesmo erro hoje imputando impossibilidade [em o homem guardar perfeitamente a lei de Deus]?” demonstra uma dúvida direta ao que EGW disse, de que em sua natureza pecaminosa o homem não poderia guardar a lei, mas o Juliano chama essa mensagem de “erro”. Em outras palavras, EGW só fala a verdade quando ela concorda com os pós-lapsarianos!

Mas e se essa impossibilidade do homem guardar a lei em função de sua natureza tenha sido passageira e superada, que mal há nisso? Essa é uma boa questão e nos ajuda a desmascarar outra pilar da fé pós-lapsariana, a “natureza pecaminosa” de Cristo.

Para o benefício da argumentação, concedamos ao Juliano que as coisas sejam assim. Antes de Cristo vir em semelhança de carne pecaminosa ERA impossível ao homem obedecer a lei, mas AGORA É possível ao homem obedecer a lei mesmo com sua natureza pecaminosa. A pergunta que surge nesse contexto é:
Jesus Cristo já teve “natureza pecaminosa’ idêntica à natureza pecaminosa do homem por um milésimo de segundo durante sua história na terra durante a encarnação? Por que essa pergunta é importante? Porque ela desmorona o pressuposto pós-lpasariano.

Se a natureza pecaminosa dos homens lhes impediu de guardar a lei (no passado, um dia), então Jesus que guardou a lei de Deus perfeitamente durante toda a sua vida JAMAIS teve a mesma natureza pecaminosa que o homem, de outra forma ou Jesus teria deixado de ser capaz de guardar a lei ou seria MENTIRA que a natureza pecaminosa impede o homem de guardar a lei (o que EGW afirma com clareza). Ou seja, mesmo concedendo que essa impossibilidade era apenas passageira e já está superada, ainda assim, isso não ajuda o pós-lapsarianismo. Além disso, se realmente a impossibilidade está superada, desejamos conhecer pós-lapsarianos SEM PECADO hoje (cf. Ec 7:20). Apresentem-se a nós, por favor e provem que a Palavra de Deus não se aplica a vocês! Grato.
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Contradição no Espírito de Profecia?

Uma das acusações que me foram feitas nessa discussão toda é que eu isolo frases de EGW para negar o que EGW disse. Essa acusação é um pouco confusa para mim e pressupõe que há frases contraditórias na obra dela. É isso mesmo? Há frases verdadeiras e frases mentirosas na obra de EGW? Se sim, como identificar as que são verdadeiras das que são mentirosas?
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Por fim, o Marcell disse que eu tenho uma estratégia de:

1) isolar passagens claras da Bíblia e do Espírito de Profecia;
2) distorcer o sentido para fazer crer que podemos viver uma vida pecaminosa e que a “graça” de Deus vai passar tudo por alto;
3) repetir a acusação de Satanás de que é impossível para os filhos de Adão obedecerem à lei de Deus;
4) fazer perguntas sem sentido para desviar do foco;
5) acusar os pós-lapsarianos de “perfeccionistas”; e
6) achar que está com a razão. Fim do debate.

A esses pontos me dedicarei brevemente.

1) Não creio que as passagens de EGW estejam divididas entre as “claras” e as “não-claras”. Creio que todas, ou a maioria pelo menos, delas são simples e as complexidades lidam mais com os conceitos e implicações subjacentes do que com as frases em si.

Por exemplo, a frase que o homem “NÃO PODERIA guardar a lei” vinda da pena de EGW é MUITO CLARA, mas é problemática à luz dos conceitos e implicações que tal frase tem diante de outras frases dela e etc, mas o problema não é de “clareza”.

Não poder “isolar” uma frase de EGW para estudá-la equivale a dizer que não podemos “isolar” um versículo bíblico para estudá-lo. E essa metodologia não é coerente, mesmo porque, quem estaria apto a definir o número mínimo de frases ou versículos que poderíamos "isolar" a fim de estudar um tema qualquer? Polêmica inútil.

2) EGW afirma que temos “deficiências inevitáveis” (ME, v. 3, p. 195-196), portanto, pregar que somos inevitavelmente pecadores e deficientes não é “distorcer” o sentido do que ela ensinou, é apenas reconhecer o básico da realidade. Quem quiser contender que se levante dizendo que Jesus só aceita quem for “ex-pecador”.

3) Se a ideia de que é impossível guardar a lei é satânica, então EGW foi usada por ele ao escrever a frase destacada de Patriarcas e Profetas:

“a lei não podia justificar o homem, pois em sua natureza pecaminosa este NÃO A PODERIA GUARDAR”.

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4) Dê-me exemplos de perguntas sem sentido e que desviam o foco que eu fiz a você(s).

5) Quem reclama de ser acusado de ser “perfeccionista” não deveria acusar os outros de forma direta e indireta de ser apóstata usado pelo Diabo para pregar a mentira dentro da igreja sem jamais discutir ou esclarecer o mérito da questão e sem jamais demonstrar na prática a famosa "vida perfeita e sem pecado", possível, pelo menos em teoria.

6) A Palavra de Deus está com a razão e ela afirma claramente que não há homem "que não peque".

Graça e Paz

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