terça-feira, 7 de abril de 2009

Nabucodonosor, Daniel e seus amigos


"O rei (Nabucodonosor) disse a Aspenaz, chefe dos eunucos, que trouxessem alguns dos filhos de Israel, tanto da linhagem real quanto dos nobres ... versados nos conhecimentos e competentes para assistir no palácio do Rei" Daniel 1:3-4

No primeiro grupo de pessoas que foram levadas cativas da Judá para Babilônia, havia pessoas fiéis que não desonrariam a Deus por mais difíceis que fossem as condições na terra de seu opróbrio. Eles estavam dispostos a levarem o conhecimento do único Deus aos seus inimigos e não a se contaminar com as teorias, práticas e estilos de vida do paganismo. Na adversidade ou na prosperidade honrariam a Deus e por Ele seriam honrados. Os vencedores na visão humana se gabavam do poder de seus deuses contra o Deus dos Judeus e o Santo Senhor e Deus de Israel deveria refutar essa pretensão e interpretação simplista da situação por meio de seus filhos, que seriam fiéis e resplandeceriam na terra pagã pela fidelidade a Yahweh.
Nesse grupo de pessoas estava Daniel e seus 3 amigos. Eles seriam testemunhos do que jovens fiéis podem se tornar pela Graça de Cristo e em união com Deus, mesmo diante de situações grandemente desfavoráveis de vida. Daniel e seus amigos foram escolhidos por suas qualidades exteriores e de caráter para estudar e aprenderem a servir ao rei na corte real. Seus nomes foram mudados para nomes associados às supostas divindades de seus conquistadores. O rei não obrigou os jovens a abandonarem sua convicções pessoais ou religiosas, porém esperava que esse seria o curso natural no caminhos daqueles quarto jovens inteligentes e de boa aparência.
Logo no início de sua experiência lhes fora ordenado comer das iguarias da mesa real e nesse primeiro teste eles foram aprovados ao rejeitarem firmemente se contaminar com as comidas imundas e inadequadas que eram servidas a todos (Dn 1:8). Nesse propósito eles foram abençoados por Deus e foram libertos de serem obrigados a desonrarem seus corpos dedicados a Deus como templos do Espírito Santo. Eles honraram a Deus e pelo Altíssimo seriam honrados. Quando eles foram ser examinados pelo rei foram achados mais inteligentes e sábios que todos os outros (Dn 1:19). Na corte de Babilônia estavam reunidos homens de todos os lugares do planeta. Homens de grande conhecimento, talento e sabedoria. A idolatria e as falsas concepções a respeito de Deus eram também muito fortes e sua cultura e poder os tornava presunçosos e arrogantes. Mas mesmo nesse ambiente, os valorosos jovens hebreus não tinham rivais em força moral, espiritual ou em inteligência.

Pouco tempo após a chegada dos jovens hebreus à corte de Nabucodonosor iniciara-se uma série de acontecimentos que colocaria em evidência a grande diferença entre o Deus verdadeiro e os deuses falsos. O Rei teve um sonho que muito lhe perturbou e por não conseguir lembrar-se do sonho mandou chamar todos os experientes sábios de sua corte diante de si para lhe fizessem saber o sonho e sua interpretação. Os sábios de Babilônia tentaram envolver astuciosamente o rei e este ficou irado ao perceber a manobra desonesta e mandou matar todos os sábios de seu reino por sua incompetência evidente. Daniel e seus amigos deveriam morrer também, pois que eles também eram sábios da corte real. Quando viu a seriedade da situação, Daniel procurou saber o motivo da condenação e ao chegar ao conhecimento do caso do rei foi até seus amigos para fazer saber o caso aos seus amigos (Dn 2:17). Eles oraram ao Deus do céu e buscaram a presença de Deus que unicamente poderia salvar suas vidas e revelar seu poder supremo aos pagãos iludidos.
O Espírito do Senhor esteve sobre eles e de noite o mistério foi revelado a Daniel. Seu primeiro ato foi agradecer ao Senhor e depois intercede pelos sábios, ele concederia a resposta ao rei. O jovem cativo, pertencente a um povo derrotado e humilhado chega a presença de Nabucodonosor para lhe explicar as imaginações de sua mente e o sonho que Deus lhe dera e sua interpretação. O rei se espanta com a possibilidade de tal coisa acontecer e pergunta se Daniel podia fazer o que estava propondo (Dn 2:26). Daniel não se exalta a si mesmo, antes tenta elevar os olhos e o coração a Deus que unicamente merece honra e louvor. (Dn 2:28).
Daniel faz uma descrição minuciosa do sonho e dá sua interpretação com maestria e iluminação divina. O rei se convenceu das coisas que ouvira e caiu sobre seu rosto e adorou (Dn 2:46). O destino e história humana não estão nem mesmo minimamente longe do controle e supervisão do Eterno e soberano Deus que faz todas as coisas segundo os conselhos de sua própria vontade. Que essa compreensão possa sempre nos fortalecer a fé e ao estudarmos a história secular e a Palavra Sagrada de Deus possamos chegar cada dia mais perto do coração de Deus, nosso Pai.

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Cativeiro


"Nas mãos do Rei de Babilônia, serás entregue" Jeremias 37:17

Zedequias havia abandonado a Deus e buscado salvar sua vida e seu reino não pelo arrependimento para com o Senhor e pela submissão ao rei Nabucodonosor, antes ele enviou mensageiros ao rei do Egito que procurou vir ao seu encontro e nesse meio tempo os exércitos de Babilônia recuaram. O rei de Judá, com esperança pediu que Jeremias orasse pelo reino de Judá, mas a resposta era uma só: os caldeus voltarão e destruirão Jerusalém segundo a Palavra do Senhor.
Homens de Deus perceberam o perigo e esconderam a arca da aliança em uma caverna onde não foi perturbada desde esse dia. Jeremias servira a Deus por muitos anos e suas palavras foram confirmadas por sinais e confirmações da parte de Deus, então o profeta decidiu se ausentar do povo e ir para a terra de benjamim para receber em herança o quinhão que tinha no meio do povo (Jr 37:14) mas um homem mentiroso e filho do falso profeta Hananias lhe acusou de estar fugindo para os caldeus. Jeremias foi ferido e preso por causa desta falsa acusação (Jr 37:15). Somente após muitos dias o profeta foi levado ao rei e anunciou-lhe a Palavra do Senhor e depois disso foi colocado no átrio da guarda. O povo buscou a morte do profeta e declarou ser ele causa de desânimo entre o povo.
Lançaram então Jeremias no calabouço de Malquias de onde foi liberto por amigos, voltando ao átrio da guarda. Mais uma vez o profeta e o rei conversaram e a verdade foi esclarecida a Zedequias e ele foi exortado a confiar no Deus de Israel para que tudo lhe corresse bem (Jr 38:17-20). O rei, porém, não se humilhou perante Deus ou perante o povo, e a despeito de saber o caminho correto para preservar a si mesmo e à nação, avançou firmemente na direção oposta e sua fraqueza custou caro a ele e a toda a nação de Judá. Não demorou até que os invasores chegassem e prevalecessem contra o reino, a terra fora conquistada. O rei Zedequias foi levado para babilônia, seus foram furados e ele pereceu miseravelmente. Em Jerusalém, a casa do Senhor foi queimada com todos os seus preciosos vasos, os muros da cidade destruídos (2Cr 36:19).
Nesse processo Jeremias foi poupado por Nabucodonosor e ele mesmo lançou sua sorte com os mais pobres da terra. Muitos não estavam suportando as provas e decidiram voltar ao Egito mesmo contra o conselho inspirado do profeta. O povo não deu ouvidos à Jeremias e este profetizou que somente poucos, os que não se contaminassem no antigo palco de sua escravidão, voltaria de lá com vida para a terra de Judá (Jr 44:28).
O cativeiro tanto na Assíria quanto no Egito era resultado de um longo processo onde o povo de Deus negligenciou ouvir a voz do Senhor e recusou a se relacionar com seu Criador e libertador em amor. Triste demais é essa realidade e hoje muitas pessoas fazem o mesmo com perigo de se verem de repente presas por circustâncias terríveis como resultados de seguirem caminhos e tomarem decisões indepentendes de Deus ou contrárias à sua verdade revelada aos homens. Que as lições do tempo passado possa iluminar nosso presente para que possamos nos submeter a Deus em amor e vermos a salvação do Senhor e desfrutarmos suas bençãos em paz.
A terrível sorte do povo do reino de Judá teria sido insuportável não fossem as palavras do servos de Deus lhes alertando das causas de tudo que acontecera e que apontavam para a restauração do povo em sua própria terra. Por meio de Jeremias, Ezequiel e Daniel, o Senhor tornou claro seus propósitos de os conceder amor e graça e cumprir todas as palavras da Lei de Moisés. Suas antigas promessas, feitas aos que fossem fiéis, se cumpririam, visto que a Palavra de Deus permanece para sempre. Através da compra do campo de Anatote, já em controle dos babilônios, Jeremias desejava inundar o coração dos que decidissem pela fidelidade de esperança na certeza de que Deus não esqueceria seu povo e, após lhes ensinar o quão duro é se afastar de Deus e trocar suas verdades por mentiras, lhes restauraria como nação na terra da promessa. Não era sem perplexidade e sofrimento que Jeremias via a situação toda e depois de orar por mais luz diante da situação Deus lhe respondeu que Ele, o Senhor faria coisas maravilhosas por seu povo, para os restaurar a terra e para os salvar de seus pecados com salvação eterna.

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Relacionamentos modernos


"Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu" Cântico dos cânticos 6:3


Vivemos um momento interessante da história humana. Infelizmente, interessante, nao é nesse contexto um adjetivo positivo.Vivemos num momento de crise nos relacionamentos de uma forma geral e isso atinge de forma muito clara os relacionamentos entre homens e mulheres.
Homem e mulher, imagem e semelhança de Deus.
Uma só carne, um só coração, um só objetivo.
Felicidade e fidelidade.
Esses conceitos estão em descrédito na mente das pessoas.
As frustrações de vários tipos e formas se avolumam na história de muitas pessoas e elas pensam que amor real e fiel não existe de verdade!
Isso é interessante, o mundo está deixando as pessoas incrédulas numa área vital para a felicidade humana, e assim muitos estão em perigo de viverem essa vida de forma infeliz, pelo menos nessa área.
Muitos tentam suprir suas necessidades emocionais, sexuais e sentimentais de outras formas, que não em relacionamento fiel em amor verdadeiro, e têm colhido e semeado o pecado, maldade e frustração. Têm destruído seus próprios corações e caráter, e o coração e o caráter de outras pessoas.
A quantidade de pessoas que se machucam e frustram por não encontrar o amor é imensa! e tem alguma coisa muito séria por detrás disso.
Existe por parte de alguns a cômoda alternativa de culpar o diabo ou a Deus. Esses dois super poderes estariam atrapalhando suas vidas!
Claro que o diabo está ativo tentando destruir tudo, mas também é verdade que os planos de Deus não podem ser frustrados e isso é verdade absoluta! Mas poucos pensam que o erro pode estar em si mesmos.
Não digo que estamos escolhendo gostar das pessoas erradas.
Nem digo que escolhemos assim de forma consciente de quem gostamos.
Mas digo que todos podemos tomar as rédeas de nossas vidas e se escolhermos com sabedoria e iluminação divina as diretrizes de nossa vida sentimental seremos felizes.
Antes de sermos fiéis à alguém que um dia existirá em nossas vidas (falo com os solteiros e solteiras) devemos ser fiéis a Deus.
Enquanto não o formos seremos facilmente enganados e seduzidos ao erro.
Nosso coração não se inclina naturalmente ao bem, nem nessa área nem em qualquer outra.
Da mesma forma como é mais fácil ser mentiroso que verdadeiro, é mais fácil se apaixonar pelos motivos errados do que pelos certos.
Esquecemos disso, e tornamos nossos objetos de desejo e bem querer como se fossem objetos de amor.
Um amor irreal que não bate com a descrição do amor verdadeiro, algo sem ciúmes, sem malicia, sem maldade e plenamente correspondido.
Muitos não são correspondidos e insistem que amam e estão diante do amor de suas vidas.
Não, quando você conhecer o amor de sua vida, o amor despertará.
Provavelmente isso não ocorrerá em um segundo, mas quando o amor verdadeiro e mútuo despertar ele durará a eternidade.
Hoje, as pessoas trocaram o ideal do amor verdadeiro, pelo ideal da paixão arrebatadora que os dá calafrios.
E essas pessoas tem colhido separação, desprezo, indiferença e decepção amarga e profunda.
A Bíblia diz que não devemos nos conformar com essa século e com as coisas que nele são normais.
O texto bíblico de cânticos 6:3 diz que o amor verdadeiro entre homem e mulher é vivido entre dois lados, e não de um lado só.
Não aceito como amor (homem X mulher) verdadeiro nada que fuja desse padrão...
Você aceita?
"Eu sou do meu amado e o meu amado é meu"
diz a Palavra de Deus.


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Zedequias e o povo de Judá


"Ouve, te peço, a Palavra do Senhor, segundo a qual eu te falo; e bem te irá, e será poupada a tua vida" Jeremias 38:20

Zedequias, no início de seu reinado, contava com a confiança de Nabucodonosor e acima do rei da Babilônia, o rei tinha a Deus como seu ajudador através dos conselhos do profeta Jeremias. Tivesse ele se submetido ao rei do império invasor conforme era-lhe ordenado pela Palavra do Senhor, e muitos dos que já haviam sido levados cativos à Babilônia teriam sido postos em terreno vantajoso e os terríveis resultados do cerco que viria mais tarde pela infidelidade de Zedequias teria sido evitado. Rei, sacerdotes e povo, tanto entre os que foram levados cativos como entre os que ficaram em Judá, foram aconselhados a se submeterem ao poder temporário de seus inimigos e isso só poderia ser feito através de humilhação pessoal diante do cativeiro. Essa humildade e submissão, porém, não são naturais no coração humano e Satanás, conhecedor dessas verdades e aproveitando-se das circunstâncias, instigou falsos profetas à insolentemente pregarem que o reino lhes seria facilmente e brevemente restaurado.
Através de um caminho fácil o povo esperava ser liberto, sem arrependimento dos pecados que levaram ao cativeiro e sem reforma. A Palavra do Senhor foi enviada a todos acautelando os atentos a não darem atenção aos falsos profetas (Jr 29:8) e Jeremias profetizou o retorno deles à Jerusalém em 70 anos (Jr 29:10) e essa Palavra não falharia.
As esperanças excitadas pelas profecias falsas tornariam excessivamente amargas as experiências do povo que se inclinasse a desprezar a Palavra de Deus e acreditar nas mentiras dos homens. Qualquer manifestação de desagrado diante da condição em Babilônia como qualquer ato rebelde poderia conduzir a situações mais difíceis para a permanência ou mesma para a própria sobrevivência na terra do cativeiro e Deus queria que seu povo tivesse paz, ainda que tivessem que sofrer por sua obstinada rebelião contra o céu.
Os falsos profetas guerreavam contra Jeremias e suas mensagens enganando o povo. Deus castigou notavelmente alguns desses que assim ousaram tentar estorvar a obra de Deus através de seu servo. Mesmo as nações vizinhas a Israel foram avisadas a não se insurgirem contra o império Babilônico (Jr 27:2-3), pois Deus os havia entregado nas mãos de Nabucodonosor (Jr 27:7) e terríveis seriam os juízos sobre indivíduos ou povos que não aceitassem isso, motivados pelos falsos profetas (Jr 27:8-11).
Os representantes das nações e os filhos de Israel estavam numa situação difícil entre mensagens contraditórias que clamam autoridade divina (Jr 28:1-3 e 13-14) e todos deveriam escolher bem o caminho que iriam seguir. O falso profeta Hananias se colocou falsamente em nome do Senhor e sofreu as conseqüências por mentir em nome do Altíssimo (Jr 28:15-17). Zedequias conseguiu se manter no poder como vassalo e renovou seus votos de submissão aos rei de Babilônia mas esse pobre e infeliz pecador não deu ouvidos à Palavra do Senhor, não se converteu a Deus e se rebelou contra Nabucodonosor (2Cr 36:12-13).
Jeremias pregava ao povo que ficara em Judá e Deus suscitou o profeta Ezequiel para profetizar entre os que estavam cativos em Babilônia. O profeta na terra do cativeiro demonstrou a todos a loucura de se confiar nas palavras dos falsos profetas e a terrível amargura que seria resultado disso. Ele profetizou através de diversos símbolos o cerco futuro de Jerusalém e sua destruição. Ezequiel viu em visão as abominações dos israelitas dentro do templo de Jerusalém e sua vergonhosa idolatria ateísta que dizia: “O Senhor não nos vê, Ele abandonou a terra” (Ez 8:11-12) e havia maiores abominações que estas diante do Senhor por parte daqueles eu deveriam ser a luz do mundo (Jr 23:11 e 2Cr 36:14).
O dia da condenação de tal povo se aproximava velozmente.

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terça-feira, 31 de março de 2009

A condenação iminente

A condenação iminente
Nos primeiros anos do reinado de Jeoaquim as palavras dos profetas, que indicavam a destruição de Judá, estavam prestes a se cumprir. O império Babilônico estava surgindo e lançava suas sombras sobre todas as nações em seu redor e seria instrumento da ira de Deus contra Judá por causa de sua infidelidade irremediável. Os exércitos de Nabucodonosor levariam cativos os filhos de Judá para longe da terra de seus pais e desolariam o país quase completamente. Jerusalém seria totalmente destruída assim como o templo de Salomão e nunca mais Judá ocuparia a posição que dantes ocupava entre as nações do antigo Oriente.
Muitas mensagens do céu eram enviadas ao povo e aos sacerdotes e governantes de Judá através de Jeremias e foram dadas amplas oportunidades de salvação e libertação dos tamanhos perigos que estavam ainda por vir. As palavras dos homens eram mais respeitadas do que as palavras de Deus (Jr 35:6-17) e isso servia de exemplo e ensino para que a nação pudesse olhar a si mesma e se arrepender e de mudar de rumos, mas Israel ainda assim se recusou em seguir o Senhor. O povo trocou a verdade pela mentira e desprezou a ação do Espírito Santo e a Palavra de Deus. Houve, porém, pessoas que se entregaram ao Senhor e as mensagens de Juízo e condenação foram misturadas com lampejos de esperança, restauração e glorioso livramento. Essas promessas de restauração foram alegremente recebidas e cridas por aqueles que haviam se decidido firmemente serem fiéis a Yahweh.
Os escritos de Jeremias foram benção ao povo de Deus e deles Daniel tiraria conforto e certeza de que Deus lhes levaria de volta à terra prometida. A despeito da terrível condição do povo e da ignorância prevalecente em seus tempos Jeremias exaltava a justiça e a misericórdia de Deus mesmo quando seus juízos caíam sobre Judá e pregou essas verdades por todo o reino e todos tiveram oportunidade de ouvirem a Palavra de Deus da boca de seu servo. Enquanto isso o rei estava ocupado em futilidades (Jr 22:14) e muitos do povo seguiram o mesmo caminhos. O profeta denunciou o rei (Jr 22:13-19) e exortou o reino todo por muitos anos para que se convertessem e confiassem somente na misericórdia de Deus. Porém. Deus conhecia a extensão do pecado e da falta de arrependimento do povo e deu a sentença do cativeiro por meio de Nabucodonosor (Jr 25:8-11) rei da babilônia.
Jeremias anunciou a mensagem do juízo divino (Jr 19) e foi preso por causa de seu testemunho e continuou a pregar mesmo privado da liberdade. Nesse tempo Deus mandou o profeta escrever todas as palavras do Senhor num livro e Baruque lhe ajudou nessa tarefa (Jr 36:4). A Palavra do Senhor foi cuidadosamente escrita em um livro e quando este ficou pronto Jeremias mandou Baruque ler todas as suas palavras o templo e tinha esperança de que o povo se convertesse e escapasse da ira do Senhor que estava acesa contra eles (Jr 36:7-9). O povo ouviu as palavras de Deus e a notícia chegou ao rei que também tomou conhecimento de todas as palavras do Senhor, mas em desdém e desprezo jogou o livro no fogo (Jr 36:23). O rei nem os príncipes temeram a Deus e queimaram as palavras de repreensão contra o pecado mesmo diante do rogo de poucos fiéis entre eles (Jr 36:25). O rei tentou matar Jeremias e Baruque, entretanto o Senhor protegeu seus servos (Jr 36:26).
O objetivo de Deus era que o povo ouvisse sua Palavra e se convertesse e não sofresse o castigo do cativeiro mas eles escolheram o pecado e sofreriam a consequência dessa escolha (Jr 36:30-31). Deus ordenou a seus servos que reescrevessem todas as palavras que o rei havia queimado e ainda acrescentou várias palavras e profecias semelhantes (Jr 36:32). Não existe segurança no pecado e no desprezar a Palavra de Deus, mas certamente essa segurança existe ao ouvirmos as palavras dos profetas de Deus e as colocarmos em prática.

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Jeremias


Jeremias foi chamado ao ofício profético ainda jovem, no décimo terceiro ano do rei Josias e expressou sua desconfiança de si mesmo ao encontrar com Deus e receber do Senhor conhecimento a respeito das coisas que Deus queria comunicar ao povo através dele (Jr 1:5-6). Jeremias era levita e membro da classe sacerdotal para cujas funções estava sendo preparado desde a infância e ele esperava um reavivamento espiritual da nação como consequência das reformas que o rei havia levado à cabo. Deus viu fidelidade em Jeremias já em sua juventude e via seu servo enfrentando dura oposição no futuro por parte dos impenitentes com perseverança.
Em meio a apostasia e infidelidade Jeremias devia exemplificar o que significava adorar o verdadeiro Deus em sua própria vida. Mesmo durante o terrível cerco de Jerusalém ele deveria fazer ouvir a Palavra de Deus aos homens de Israel. Jeremias predisse a queda da casa de Davi e a destruição do templo de Salomão e condenou a idolatria daqueles que deveriam ser contados entre os fiéis filhos de Deus. Ele era desprezado e rejeitado pelos homens e ele mesmo participou do cumprimento de muitos dos juízos preditos por si mesmo por inspiração do Senhor dos exércitos e partilhou dos sofrimentos, temores e dores do povo. Em meio a terrível condição espiritual e social do reino no presente de seus dias foi dado a Jeremias contemplar o futuro e o restabelecimento de Israel em sua própria terra e a nova aliança que Deus faria com os arrependidos (Jr 29-33). Deus colocou suas palavras na boca de Jeremias (Jr 1:9-10) e suas palavras seriam prenúncio de destruição e condenação para alguns, mas de esperança e bênçãos para outros.
Severas mensagens foram transmitidas por Jeremias ao povo, mas era assegurado perdão aos arrependidos e a todos que abandonassem suas más obras em favor do amor e temor do Senhor. O profeta instava com o povo para que estabelecessem uma base sólida de amor e fé em coerência com a fidelidade de Deus para suas vidas de forma real, sincera e profunda. Eles deveriam construir para a eternidade e não para este mundo passageiro e só poderiam fazer isso se tornassem dos ídolos para Deus depressa e de verdade. Se o povo assumisse seus pecados e com humilhação os confessasse e com fervor os abandonassem poderiam confiar no poder, amor e fidelidade de Deus para com eles (Jr 3:12-22). Cura e restabelecimento do relacionamento entre Deus e eles era o objetivo de todas as repreensões e de todas as promessas de esperança que Deus falava através do profeta e o povo não estaria seguro se seguisse qualquer outro caminho diferente e que resultasse em algo diferente disto.
A reforma de Josias tirou a idolatria de muitas partes do país, porém o coração não transformado do povo era um lugar a ser limpo ainda dessa presença contaminadora e essa obra deveria ser levada adiante com poder e urgência por todos que atendessem o apelo. O perigo rondava o povo, entretanto este estava inconsciente do mesmo e não entendiam que sua prosperidade e segurança estava ligada à uma ligação viva e fiel com o Deus que lhes havia tirado do Egito. Jeremias exaltou a Lei de Deus que era negligenciada e abandonada (Jr 6:16). O sábado fora uma das questões para as quais o profeta chamava a atenção (Jr 17:24-25) e uma benção era prometida aos que atendessem o chamado do Senhor. Além das bênçãos da obediência o profeta também deixou claras as maldições resultantes da infidelidade e desprezo pela mensagem do céu. O povo devia mudar totalmente de direção na vida para que visse a salvação de Deus (Jr 4:14). A grande massa do povo desatendeu ao chamado de Deus e o profeta não podia impedir o exílio, ainda assim sua voz era ouvida dando esperança aos poucos fiéis e arrependidos e deixando os ímpios sem desculpas para seus pecados e sua atitude de abandono dos caminhos do Senhor. A situação exigia atitude e Deus usou seu servo para pregar a verdade na corte do templo aos ouvidos de todo o povo de Judá (Jr 7:2-7) com a mensagem do amor de Deus por eles apesar de sua condição de infidelidade e cegueira espiritual. Deus queria exercer beneficência, juízo e justiça (Jr 9:24) e não desejava que eles colhessem os frutos de sua rebelião já amadurecida (Jr 7:23-24 e 8:5). Porém o povo não conheceu o juízo do Senhor (Jr 8:7). E que restaria a Deus fazer senão punir a ousadia obstinada do povo (Jr 15:1-2) para despertar alguns ao arrependimento para salvação? A recusa do povo em aceitar a misericórdia foi a causa de seu juízo (Jr 26:4-6). Muitos entenderam a mensagem pregada pelo profeta, mas em vez de produzir conversos produziu oposição de sacerdotes, falsos profetas e povo (Jr 26:9-11). Jeremias enfrentou essa oposição com perigo da própria vida (Jr 26:12-15) e por sua fidelidade sua vida foi poupada apesar de muitos desejarem a morte daquele que lhes incomodava a carreira de pecado. Jeremias fora como uma fortaleza contra quem os ímpios não puderam prevalecer (Jr 6:27 e 15:20-21).
Jeremias amava a Deus e sofria por ver a iniquidade entre o povo professo de Deus. Foi, a despeito disso, objeto de zombaria e escárnio (Jr 20:7). Mas o Senhor estava com seu servo e seu amor e fidelidade lhe eram mais caros e importantes que tudo o mais nesta terra e ele aguardava em paz a salvação do Senhor.

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segunda-feira, 16 de março de 2009

Salvação aos "gentios"

"Eu anunciei salvação, realizei-a e a fiz ouvir" Isaías 43:12


Deus, através de Isaías, tinha deixado claro que muitos indivíduos de nações estrangeiras seriam contados entre os filhos de Abraão e participantes do Israel espiritual que deveria viver eternamente numa terra absolutamente nova e redimida da presença do pecado. Essa compreensão teológica era completamente dissonante e estranha ao pensamento judaico de seu tempo, que considerava os gentios excluídos de qualquer possibilidade de salvação ou de um correto relacionamento com Deus. Paulo, no Novo Testamento, cita a ousadia de Isaías em relação a essa questão (Rm 10:20).
O povo não entendia, mas sua própria eleição entre todas as famílias da terra tinha o objetivo de que eles fossem santos e missionários de Deus entre os gentios, que ao verem a santidade da Lei de Deus exemplificada em seu povo, haveria de se converter ao Senhor. O próprio concerto entre Deus a Abraão sugeria essa realidade, uma vez que em Abraão todas as famílias da terra seriam benditas (Gn 12:2-3/18:18).
Todos os homens pertencem a Deus pela criação e pela redenção. Cristo veio desfazer a inimizade entre Deus e o homem e entre todos os homens que verdadeiramente reconhecessem sua autoridade soberana e absoluta. Essas realidades não deveriam ser estranhas aos israelitas mas a realidade é que poucos as entendiam. Mesmo diante dos testemunhos do texto sagrado que já apontavam para a farta colheita de almas dentre aqueles que não eram contados como Povo de Deus (Salmo 22:27).
Se o povo fosse mais atento a fiel às verdades de Deus eles não seriam tão fechados às necessidades e capacidades espirituais de seus vizinhos. Essa triste condição aprofundava o abismo entre Deus e os homens e nessas condições a ignorância e o pecado floresciam livremente. Isaías sabia dessas condições reinantes dentro e fora de Israel e por isso sentia profunda tristeza e anelava misericórdia por si mesmo e por todos a seu redor. Deus que inspirava tais sentimentos no coração do seu servo lhe revelou que muitos se converteriam dente os pagãos para serem fiéis a Deus guardando o sábado fielmente (Is 56) e estes veriam a salvação de Deus quando da segunda vinda de Jesus (Is 52:10) e nenhum deles jamais deveria sequer cogitar que Deus lhes apartaria dentre seu povo (Is 56:3-8).
O plano da Salvação abarca a todos e fez suficientes provisões para que tantos quantos desejarem sejam justificados, santificados e glorificados numa relação de Arrependimento com Deus e fé em Cristo. Deus deseja e pode conceder vida ao ser humano morto em delitos e pecados. Deus não desamparará aquele que desejar viver em comunhão com Ele e buscar as coisas do alto onde Cristo vive. Anjos poderosos são enviados com luz, misericórdia, proteção e bênçãos espirituais àqueles que estão neste mundo em trevas em meio a situações perigosas e desanimadoras. As orações são atendidas e Deus concede libertação e paz a seus filhos antes aflitos e desconsolados pelas perplexidades da vida em um mundo mal.
Deus se revelará a eles de muitas formas e os colocará em contato com tudo aquilo que lhes for importante para a salvação mediante a fé em Jesus. Deus nunca desamparará aqueles que por quem deu seu Filho Unigênito, antes lhes estará ao lado para salvá-los, pois os ama com amor eterno, um amor inexplicável e extraordinariamente mais forte do a morte.

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