domingo, 3 de maio de 2009

Um reavivamento espiritual

"Porque Esdras tinha disposto o coração para buscar a Lei do SENHOR, e para a cumprir, e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos" Esdras 7:10


Quando o primeiro grupo de exilados voltou a Jerusalém, muito foi feito por eles. Mas ainda muito que ser feito e agora coragem e esperança foram os resultados da chegada de Esdras em Jerusalém. Alguns dos cativos que voltaram para a terra prometida eram fiéis a Deus, mas muitos, mesmo dentre os dirigentes do povo, perderam a noção da santidade da Palavra de Deus e de sua Lei e dessa forma a nação estava distante de poder desfrutar das bênçãos de Deus de forma livre e desimpedida.
As dificuldades do retorno para Jerusalém enfrentadas dor Esdras e pelo grupo que com ele estava se provaram ser um meio de Deus despertar neles a noção da dependência de Deus para proteção e auxílio em toda e qualquer adversidade e quando estes, que tiveram essa experiência com o Senhor, chegaram e se misturaram com os indiferentes e descuidados infiéis em Judá, o caminhos da reforma que se seguiria estava sendo preparada. Aqueles homens e mulheres e crianças ofereceram sacrifícios de ação de graças ao Senhor assim como ofertas pelos pecados de todos (Ed 8:35).
Depois dessas coisas, Esdras foi informado da infidelidade de muitos israelitas que contraíram matrimônio com os povos com quem estavam proibidos de assim fazer pela Palavra de Deus (Ed 9:1-2) e essa infidelidade começara pelos líderes do povo.Esdras compreendia que a infidelidade fora a causa verdadeira do cativeiro e se entristeceu profundamente por saber que o povo de Israel ainda não compreendia isso e nem tomava a decisão se mudar seus caminhos (Ed 9:3) e Esdras orou ao Senhor com angústia de alma por todo o povo perante o Senhor (Ed 9). A tristeza sincera e clara de Esdras e seus companheiros era evidente e constrangeu Israel a se ajuntar e chorar grandemente perante a casa de Deus em arrependimento. O povo fez um pacto de reparar o mal que haviam feito (Ed 10:2-5).
Esse foi o início de um reavivamento espiritual importante para o povo de Deus. A Palavra de Deus começou a ser estudada e conhecida mais profundamente e as predições da vinda de Cristo traziam luz aos corações que estavam abertos à verdade. Esdras era movido por amor a Deus e às pessoas e esse foi o segredo de seu êxito na causa do Senhor a disposição de amar as pessoas que pecam por ignorância ou por rebeldia deve existir na vida de todos que desejam promover reformas, mas isso nunca deve os fazer esquecer ou tentar diminuir a malignidade dos pecados das pessoas.

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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Josué e o Anjo do Senhor


"Deus me mostrou o Sumo Sacerdote Josué, o qual estava diante do Anjo do Senhor, e Satanás estava a sua mão direita para se lhe opor" Zacarias 3:1

O povo de Israel, na condição de família escolhida de Deus para preservar e ensinar o conhecimento de Deus ao nosso mundo foi objeto especial da ira e da maldade de Satanás. Ele agiu com toda sua inteligência e astúcia para tornar a transgressão da Lei de Deus uma coisa normal ou no mínimo justificável dentre os filhos de Jacó. Os pecados do povo de Deus haviam sido a causa do cativeiro e agora, quando o templo estava sendo reconstruído, o povo deveria resistir ao mal e crescer em comunhão com seu Criador e para impedir essa aproximação é que Satanás trabalhava nessa ocasião. Deus não abandonou seu povo, nem no cativeiro e estava com eles na obra que eles faziam para sua Honra e glória e consolou seu povo com “palavras boas” (Zc 1:13).
Em visão, o profeta Zacarias viu o Sumo Sacerdote Josué vestido de trajes sujos (Zc 3:3) e o Diabo estava a sua mão direita para se lhe opor (Zc 3:1). As sujeiras nos trajes de Josué eram o símbolo de seus próprios pecados e dos pecados de todo o povo que ele representava diante de Deus na condição de Sumo Sacerdote. Ele, entretanto, não nega e nem minimiza os pecados de Israel, mas está diante de Deus em favor de um povo arrependido e confiante na graça infinita e misericórdia infalível do Senhor. Zacarias era impotente para vencer a Satanás e então o Anjo do Senhor entra em cena e reduz o adversário da humanidade ao silêncio: “O Senhor te repreende, ó Satanás. Sim, o Senhor que escolheu Jerusalém te repreende; não é este um tição tirado do fogo” (Zc 3:2).
Por mais ardentes e poderosas que fossem as conseqüências dos pecados, pelos quais Satanás fazia sofrer o povo de Deus, eles não foram abandonados e agora era chegado o momento de sua libertação. Eles seriam aceitos por Deus, em Cristo, e construiriam seu templo em Jerusalém para louvor do seu Santo nome. Pela obra da Graça de Deus foram tiradas as vestes sujas e contaminadas do Sumo Sacerdote e ele estava agora, na presença do Anjo do Senhor, limpo (Zc 3:4-5). A obra feita em favor de Josué simboliza a obra feita por Cristo na vida de todos que lhe amam sinceramente. Justificados pela fé no sangue derramado em favor deles para remissão de todos os seus pecados. Estão limpos diante de Deus.

As bênçãos de Deus para Josué, como para nós, foram prometidas sob condição de fidelidade amorosa e desinteressada. Nessa vida e na vida porvir Josué viveria na presença de Deus em santidade pelo Poder do Senhor que fez toda iniqüidade “passar” de seu servo (Zc 3:4) por sua Graça maravilhosa. A experiência da maldade do Diabo e da justificação e salvação pela graça mediante a fé serão a tônica da experiência espiritual de todos os que enfrentarão os últimos momentos da história neste mundo.

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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Os dias da Rainha Ester


Porque, se de todo te calares agora, de outra parte se levantará para os judeus o socorro e livramento, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para conjuntura como esta é que foste elevada a rainha? 
 Ester 4:14

Com o decreto de Ciro para a reconstrução do templo em Jerusalém, aproximadamente 50 mil israelitas voltaram para a terra de Judá, mas esse número era pouquíssimo em comparação com os milhares de Judeus que ficaram nas terras de seu cativeiro, agora no império Medo-Persa. Pelo menos vinte anos depois do primeiro decreto para o retorno dos judeus à terra santa foi expedido outro decreto favorável e todo o povo foi exortado a voltar para a terra que Deus havia lhes dado. Porém o povo não queria empreender a difícil viagem de volta e a tarefa da reconstrução das cidades desoladas e de suas vidas em si.
Eles estavam satisfeitos com a aparente prosperidade de suas vidas nas terras do Norte e longes da terra de israel. O rei do império da época foi sucedido por Xerxes, o Grande, e os judeus que recusaram ouvir a voz de Deus através de seus profetas deveria enfrentar uma crise da qual poderiam ter escapado se tivessem voltado a terra de seus pais segundo a palavra do Senhor. Por intermédio de Hamã Satanás trabalhou para destruir completamente o povo de Deus acomodado e rebelde.
Por ódio a um Judeu esse homem intentou destruir todos os judeus da face da terra. Mardoqueu, o judeu objeto do ódio de Hamã, não lhe fizera nenhum mal, mas recusara-se a se inclinar perante ele. Esse ato de reverencia só devia ser prestado a Deus, mas ignorante das verdades espirituais e envaidecido pelo orgulho humano e instigado por Satanás Hamã odiou e planejou mal a Mardoqueu e a todo o seu povo (Et 3:6).
Houve uma conspiração e o Rei Xerxes foi envolvido por ela e agora, de posse de plenos poderes, Hamã tratou de levar seu plano adiante (Et 3:7-15). O decreto de morte era contra todos os judeus em todas as províncias do império e foi determinado um dia específico no qual o decreto deveria ser cumprido. O povo judeu estava perplexo e buscou ao Senhor por auxílio (Et 4:3). Um decreto dos medos e persas não podia ser revogado e dificílima era a situação, aparentemente não havia esperança. Somente um poder maior que o poder humano podia livrar os judeus do extermínio da face da terra. Ester havia sido escolhida como rainha e para aquele tempo ela era essencial naquela posição (Et 4:14).
A crise só poderia ser eficazmente enfrentada com urgente e inteligente ação. Mas a sabedoria humana seria insuficiente para resolver o problema. Um jejum foi proclamado entre todos os judeus da cidade de Susã em favor de Ester, pois esta iria à presença do rei mesmo com o perigo da própria vida e reivindicaria a vida de seu povo (Et 4:16).Toda a situação a partir dessa atitude do povo foi de maravilhosa intervenção de Deus para libertação de seu povo (Et 5-10). Assim o Senhor promete fazer sempre que seu povo o buscar em oração sincera.

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A visão do candelabro de ouro


Tornou o anjo que falava comigo e me despertou como a um homem que é despertado do sono e me perguntou: "Que vês?" Zacarias 4:1

Imediatamente a visão do Sumo Sacerdote e de Anjo do Senhor, Zacarias teve a visão do Candelabro descrita em seu livro no capítulo 4. Nessa visão existem duas oliveiras que vertem azeito dourado através dos tubos do castiçal. É-nos ensinado que a luz e a verdade de Deus são espalhadas ao mundo através dos ungidos do Senhor que vivem na presença do Santo e assim o mundo é iluminado, abençoado e refrigerado pelo conhecimento da glória e do amor de Deus.
Zorobabel trabalhava em várias áreas e atividades da reconstrução do templo de Deus em Jerusalém segundo a Palavra do Senhor. Apesar de todas as dificuldades, simbolizadas por uma grande montanha (Zc 4:7), o obra dos servos de Deus prosperaria e os obstáculos seriam reduzidos a nada.

Na história da igreja as dificuldades e problemas seriam constantes e impossíveis de serem vencidos pelos olhos humanos, mas aquele que comprou sua igreja com sangue a protegeu e guardou de toda obra de Satanás. Pela fé todas as coisas lícitas e em harmonia com a Palavra de Deus seriam possíveis aos fiéis (Mt17:20).
A vontade de Deus se tornará clara na hora certa na vida daqueles que perseverarem em seguir a luz que possuem pela Palavra e Espírito do Senhor, basta que eles não desanimem nem desfaleçam. A igreja foi instituída por Deus e o poder humano é frágil para detê-la ou impedi-la de progredir ou crescer no conhecimento e na graça de Deus.

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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Dificuldades


"Assim diz o Senhor dos exércitos: Com Grande Zelo estou zelando por Jerusalém e por Sião. E com grandíssima ira estou irado contra as nações em descanso. Por que estando Eu um pouco desgostoso, eles auxiliaram no mal. Portanto, assim diz o Senhor: Voltei-me para Jerusalém com misericórdia, a minha casa será nela edificada" Zacarias 1:12-16


Os samaritanos habitavam próximos dos israelitas que tinham sido divinamente encarregados da obra de reconstrução do templo em Jerusalém. Esse povo era resultado da união de israelitas com povos pagãos e conquanto professassem crer, conhecer e servir o Deus Vivo, eram inclinados à idolatria e sincretismo religioso. Durante o período subseqüente, esse povo viria a ser conhecido como os “inimigos de Judá e de Benjamin”. Ouvindo a história do livramento do povo do cativeiro e de sua disposição de reerguer o templo de Deus, eles se ofereceram para participar dessa importante realização para Glória do Único Deus Verdadeiro.
O convite de ajuda foi rejeitado, somente os designados por Deus, e pertencentes ao povo não misturado com as nações gentílicas deveriam fazer essa obra, ordenada pelo Rei Ciro (Ed 4:3). Os samaritanos haviam declarado que buscariam o Deus de Israel (Ed 4:2) e que ajudariam na construção do templo, mas os israelitas perceberam a insinceridade deles e que sua aparente boa vontade poderia introduzir as raízes da idolatria entre o povo de Deus, que estava necessitando se afastar de tudo que lhe pudesse contaminar e afastar de Deus. Os samaritanos eram resultado de uma mistura que Deus não aprovava para o povo de Israel (Dt 7:2-4).
Os samaritanos não seriam abandonados por Deus, mas apenas não poderiam se empenhar em sua obra de forma ativa como desejavam (Dt 4:23-29). Zorobabel e o povo conheciam as palavras do Senhor a respeito da proibição de se unirem aos idólatras e eles não permitiriam isso (Dt 7:2). A separação entre o povo de Deus e todos os outros povos deveria ser distinta para que todos pudessem ver a santidade de Deus em seu verdadeiro povo e então as nações teriam de quem buscar conhecimento de Deus para salvação. Se misturar com um povo que não pratica a verdade apesar de conhecer a vontade de Deus é sempre perigoso demais. Nunca devemos entrar em aliança com quem não ama ou teme a Deus.
Os piores inimigos da verdade não são seus cruéis e declarados inimigos, porém aqueles que fazem a obra de Satanás com palavras amigáveis e com propostas nem sempre ruins a primeira vista. Devemos todos estar atentos contra esse tipo de influência. A obra daqueles que diziam querer ajudar então se revela em sua verdadeira natureza e a inimizade dos idólatras era patente (Ed 4:4-5), mas a obra avançava a despeito das dificuldades. Satanás trabalha pesadamente contra o povo de Israel, mas mais poderosos eram aqueles que trabalhavam pelo povo amado e escolhido do Senhor. Esse tempo foi de maravilhosas oportunidades e bênçãos ao povo de Deus e os mais altos instrumentos do céu estavam em operação para garantir o sucesso de seus empreendimentos e o povo deveria aproveitar essa situação mediante tenaz esforço para que tudo se completasse o mais rápido possível. Mas infelizmente alguns não fizeram a obra com esse espírito e negligenciaram a obra na casa de Deus enquanto cuidavam das suas próprias casas.
Porém eles não estavam contentes nem prósperos seguindo seus próprios caminhos, os próprios recursos naturais pareciam revoltados contra eles. Tanto temporalmente quanto espiritualmente o povo desanimou e sua condição era deplorável. Muitos se enganavam pensando que não era hora de reedificar o templo de Deus (Ag 1:2). Mas nem mesmo nessas condições Deus abandonou seu povo e Ageu e Zacarias forma levantados ao ministério profético para encorajar os israelitas a fazerem a vontade de Deus com a certeza de seu amor e graça perdoadora. Eles foram levados a ver que a negligência das coisas do alto era a real raiz de suas condições e dificuldades e todos foram exortados a serem fiéis.
Se eles tivessem feito de edificar a casa de Deus sua primeira necessidade eles não estariam assim, mas mesmo depois de terem demonstrado serem indignos e infiéis, o Senhor os animou a voltar ao trabalho a partir da perspectiva espiritual e correta e que nesse caminho Ele os abençoaria. Em seu anseio de buscar o próprio bem encontraram o mal, pois buscavam satisfazer o egoísmo e abandonaram a obra que era da vontade de Deus, seu libertador do cativeiro (Ag 1:4-6 / 9-11). Subi e edificai a Casa do Senhor foi a ordem (Ag 1:7-8) para que o Senhor fosse glorificado. A mensagem foi recebida no coração dos líderes e do povo e sentiram a seriedade de Deus e de seu serviço. Não ousaram menosprezar as indicações do Espírito Santo (Ag 1;12) e o Senhor era com eles enquanto eles faziam a reconstrução do templo (Ag 1:13-14). As mensagens de Ageu e Zacarias despertaram no povo o desejo de fazer o possível pelo erguimento do templo e assim devemos também nos animar na tarefa de ergue o templo espiritual do senhor nesses dias últimos da história da terra.

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A reconstrução do templo



"Quem dentre vós é, de todo o seu povo, seja seu Deus com ele e suba a Jerusalém de Judá e edifique a Casa do Senhor, Deus de Israel" Esdras 1:3


Quando os exércitos de Ciro chegaram diante dos muros de Babilônia os judeus que estavam atentos sabiam que seu cativeiro estava chegando ao fim. Havia mais de um século que essa situação havia sido profetizada por Isaías (Is 45) e seu cumprimento seria efetivo em breve para alegria dos Judeus que poderiam retornar à terra da promessa. Na maravilhosa forma como Ciro e seu exército entraram em Babilônia e a forma como a cidade foi dominada foi exatamente o que havia sido profetizado e isso era um sinal de Deus ao seu Povo mostrando que Deus guia os acontecimentos da História por amor de seu Povo e para sua libertação de qualquer jugo de opressão com que os homens os tenham prendido por inspiração e instigação de Satanás.
Associada à profecia da libertação do cativeiro estava a profecia de que Jerusalém seria reerguida e o templo fundado (Is 44:28). Não apenas nas profecias de Isaías o povo de Israel podia encontrar luz sobre esse momento de sua história, mas também no livro do profeta Jeremias havia várias menções aos planos misericordiosos de Deus para com seu povo errante (Jr 25:11-14 e 29:14). Daniel havia estudado essas profecias (Jr 29:10-13) e nelas confiava completamente (Dn 9:2) e orou para que o nome de Deus fosse vindicado e sua honra preservada e que todos aqueles que tinham pecado em Israel fossem perdoados (Dn 9:4-19). Após essa célebre e fervorosa oração Daniel foi visitado pelo anjo Gabriel e foi lhe concedida luz sobre o tempo profético que seria conhecido como “as 70 semanas” (Dn 9:24-27).
O céu se inclinou para ouvir a oração por perdão e restauração proferida por Daniel e as circunstâncias todas foram dirigidas de forma a cumpri-se os desígnios de Deus até que chegou o momento certo e o Senhor despertou o espírito de Ciro (Is 45:13) para compreender as profecias de que era objeto e o rei decretou a libertação dos judeus como resultado de sua comoção diante das Palavras da boca de Deus. O rei Ciro publicou em todas as nações seu desejo de libertação dos judeus convocando todos os dispersos a entregarem-se a obre de reconstrução de Jerusalém e da Casa de Deus em Judá (Ed 1:14) às despesas do império, sendo também devolvidos todos os utensílios que Nabucodonosor tinha roubado do templo de Salomão (Ed 6:3-5). A alegria de todos os que compreendiam a solenidade do que estava acontecendo era muito grande (Sl 126:1-3) e por todas as terras essa alegria foi experimentada.
Todos os que Deus despertou para a ação se colocaram em marcha, de volta para Jerusalém, cerca de cinqüenta mil para edificarem a casa do Senhor. Ciro investiu Zorobabel para ser o governador do grupo que retornava para a Judéia e a viagem perigosa e cansativa foi feita em segurança pela graça de Deus. Os chefes e depois todo o grupo deu ofertas voluntárias para o início da reconstrução (Ed 2:64-70). Antes de se estabelecerem no que restou de Jerusalém os israelitas fizeram um altar para sacrificar ao Senhor e celebraram a festa dos tabernáculos (Ed 3:1-6). O povo ansiava por perdão da parte de Deus e por manifestações de sua aceitação depois de tantos anos em cativeiro por causa de suas rebeldias e de seus pais.
A colocação da pedra fundamental foi testemunhada por muitos e expressões de louvor foram espontâneas e sinceras ao se entoarem as palavras “Louvai ao Senhor por que é bom, e sua misericórdia dura para sempre” (Ed 3:11). No meio dessa cena de alegria, alguns dos anciãos, já velhos, que haviam visto a glória do templo anterior choravam em alta voz e era difícil discernir a voz de choro e a voz de alegria no barulho feito pelo arrependido Israel (Ed 3:12-13).

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terça-feira, 7 de abril de 2009

A fornalha ardente e os últimos dias


"Qualquer que não se prostar e não a adorar será, no mesmo instante, lançado na fornalha de fogo ardente" Daniel 3:6

O rei Nabucodonosor se entregou, por algum tempo, ao temor de Deus por causa de sua experiência descrita no capítulo 2 do livro de Daniel. O sonho sobre a sucessão de impérios universais tinha por objetivo fazer o rei de Babilônia compreender seu próprio papel na história humana bem como se compenetrar do fato de que somente Deus é um Rei Eterno, e somente seu reino subsiste para sempre. Contudo o coração de Nabucodonosor não estava ainda livre de ambição mundana e desejo de exaltação. Em sua prosperidade ele se entregou à idolatria com zelo e fanatismo.
Ele tinha sido profundamente impressionado pela frase: “Tu és a cabeça de ouro” (Dn 2:38) e lhe foi proposto fazer uma estátua semelhante àquela que havia visto no sonho e que fosse reverenciada pelos povos de seu domínio. Ele ficou lisonjeado e logo se colocou a cumprir o projeto audacioso. A simbólica representação que Deus lhe havia mostrado para exaltar o poder do Criador seria transformada num símbolo da exaltação do poder daquele que nada mais era que um mortal. De seus tesouros o rei mandou se fizesse a estátua de ouro. E quando ela estava pronta todos os povos foram reunidos ao seu redor para prestar homenagem a ela. Nesse dia as hostes das trevas pareciam ter prevalecido e seres humanos criados à imagem de Deus se reuniram para se ajoelhar diante de uma estátua inanimada e insensível.
Mas Deus não será derrotado jamais e pela experiência dos três amigos de Daniel seria Ele exaltado como Deus Todo-Poderoso que livra aqueles que nele confiam. Os hebreus se negaram a curvar perante a estátua e logo o rei foi informado disso. Eles foram levados à presença de Nabucodonosor e eles não se arrependeram de serem fiéis a Deus e essa fidelidade poderia lhes custar caro. O Rei mandou seus homens amarrem os jovens e os lançarem na fornalha ardente, mas nessa hora Deus não abandonou aqueles que foram fiéis. Lançados no meio de fogo, nem mesmo suas roupas se queimaram e eles andavam no meio do fogo (Dn 3:25) acompanhados da presença de um ser Celestial, o próprio Cristo. Os hebreus foram livrados do poder da maldade humana e do fogo e foram honrados diante de todos os que presenciaram essa cena e demonstração do pode infinito de Deus.
Como nos dias de Daniel e seus amigos Deus estará com aqueles que decidirem ser fiéis aos seus mandamentos quando todo mundo os declarar nulos e como eles foram libertos do mal, com poder e grandes manifestações de poder Divino, assim será com todos que amam a Cristo verdadeiramente. Podemos confiar que Nosso Grande Deus e Salvador, Cristo Jesus, fará por nós o impoissível para nos guardar da maldade humana aliada a perversidade satânica e para nos conceder livramentos na terra enquanto caminhamos em direção ao Lar celestial. Quaisquer que sejam as fornalhas modernas destinadas a provar os cristãos em seu caráter moral diante das coisas desta vida não poderão consumir e destruir os que pela graça de Deus e movidos por amor forem fiéis a sua Santa Lei (Êxodo 20:1-17).

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